21 ações que pagarão mais dividendos em 2025, segundo BTG Pactual
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Quase 60 anos depois da fundação da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a entidade perde um de seus principais membros. Nesta quinta-feira (28), os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão o grupo ainda nesta semana.
Sem dar detalhes sobre o motivo, o Ministério de Energia do país árabe destacou que essa é uma decisão que está alinhada à estratégia do país. A situação ocorre, porém, em um dos piores momentos para o petróleo global, que se vê cotado em valores recordes.
"Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção", disse Suhail Mohamed al-Mazrouei, ministro de Energia de Abu Dabi. “Está alinhada com a visão estratégica e econômica de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos e com o desenvolvimento de seu setor energético, incluindo a aceleração do investimento na produção doméstica de energia”, afirmou o comunicado.
Leia mais: Compass lança IPO e pode pôr fim a jejum de ofertas na B3; veja preço esperado por ação
Por vezes apontada como um cartel, a Opep foi criada ainda na década de 1960 como uma organização de países para o controle da produção de petróleo mundial. É por meio dela que os governos decidem quando liberar mais óleo e a disponibilidade dele no mercado internacional, já que representam quase 80% das reservas de óleo de todo o mundo.
Os Emirados Árabes são um dos países que pressionam a entidade por cotas maiores de produção, mas não têm tido sucesso. A Opep hoje é formada por 12 países, entre nações do Oriente Médio, da África e das Américas.
Há, ainda, uma versão estendida do grupo, chamada de Opep+, composta por outros 10 membros. Neste caso, estão Rússia, Brasil e México, que também são grandes produtores da commodity, mas em menor escala que os membros fundadores.
Alguns analistas entendem que a saída de Abu Dhabi representa um precedente perigoso para o grupo de países. Em entrevista à Folha de SP, Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Financial, define este como o “começo do fim” da organização que conseguiu controlar o petróleo por muitos anos, já que outros membros podem seguir na mesma direção.
"Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a Opep perde cerca de 15% de sua capacidade e um de seus membros mais obedientes", avaliou Kavonic. "A Arábia Saudita terá dificuldades para manter o restante da Opep unida e, efetivamente, terá que assumir a maior parte do trabalho pesado em relação à conformidade interna e à gestão do mercado sozinha", disse Kavonic.
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.