Durigan diz que liquidação do BRB (BSLI4) causaria rombo de R$ 17 bi no FGC

O FGC é responsável por garantir depósitos e aplicações financeiras de clientes em casos de quebra de instituições.

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Publicado em 27/05/2026 às 15:53h Publicado em 27/05/2026 às 15:53h por Elanny Vlaxio
Durigan afirmou que a equipe econômica segue monitorando os desdobramentos  (Imagem: Shutterstock)
Durigan afirmou que a equipe econômica segue monitorando os desdobramentos (Imagem: Shutterstock)
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que uma eventual liquidação do BRB (BSLI4) poderia gerar um rombo de R$ 17 bilhões no FGC (Fundo Garantidor de Créditos). As declarações foram dadas ao jornal Valor Econômico nesta terça-feira (27).
"O FGC hoje, segundo informações trazidas pelo Banco Central, já teria, em caso de liquidação do BRB, um déficit de R$ 17 bilhões, um rombo de R$ 17 bilhões que teria que ser arcado pelos bancos, que são os associados do FGC", afirmou Durigan.
Segundo ele, o tamanho do impacto potencial ajuda a explicar a preocupação do governo com a situação do banco. O secretário ressaltou que o BRB possui relevância dentro do sistema financeiro e que uma eventual intervenção poderia provocar efeitos grandes sobre o mercado e os mecanismos de proteção aos correntistas.
"Nos parece que o FGC teria o interesse econômico, a confirmar com o FGC, de fazer o empréstimo de R$ 5 bilhões. Os bancos teriam um prejuízo muito maior caso nada fosse feito", completou o ministro.
O FGC é responsável por garantir depósitos e aplicações financeiras de clientes em casos de quebra de instituições financeiras, respeitando os limites previstos pelo sistema. As declarações acontecem em meio às discussões sobre o cenário financeiro da instituição e ao acompanhamento do tema pelo governo federal. 
Segundo o Valor Econômico, Durigan afirmou que a equipe econômica segue monitorando os desdobramentos diante dos possíveis impactos fiscais e financeiros relacionados ao banco. O secretário também destacou ao jornal que o tema exige cautela justamente pelo tamanho da operação do BRB.
O debate sobre a atuação do FGC ganhou ainda mais atenção recentemente após o Banco Central divulgar para onde foram direcionados os recursos reembolsados a investidores do Banco Master. Segundo os dados, parte relevante dos valores acabou migrando para títulos públicos, fundos de investimento e grandes bancos.