No pregão de terça-feira (28), por volta das 12h30, as ações da Apple subiam 1,18%, a US$ 339,14, levando a companhia a um valor de mercado de US$ 4,988 trilhões. No mesmo horário, os papéis da Nvidia caíam 5,07%, a US$ 197,59, com valor de mercado de US$ 4,793 trilhões.
Na cotação máxima do pregão, de US$ 342,89, o valor de mercado da Apple chegou a US$ 5,036 trilhões.
A fabricante do iPhone havia assumido a liderança no início deste mês, ultrapassando a Nvidia, que ocupava o primeiro lugar desde junho de 2025 e foi a primeira empresa da história a ultrapassar a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado.
No último ano, investidores concentraram recursos nas empresas responsáveis pela infraestrutura da tecnologia, movimento que impulsionou a Nvidia, líder no fornecimento de chips para data centers.
Agora, o mercado amplia o olhar para companhias capazes de transformar essa tecnologia em produtos e serviços, e a Apple passou a incorporar recursos de IA ao seu ecossistema com foco na experiência dos consumidores.
"A Apple resistiu à corrida por gastos com IA, apostando que a experiência do cliente, e não o investimento em infraestrutura, determinará, em última instância, os vencedores", afirmou Dipanjan Chatterjee, vice-presidente e analista principal da Forrester.
Apple lança programa de leasing
Para estimular a demanda, a Apple lançou nesta terça-feira um programa de leasing de dispositivos nos EUA por meio da empresa de pagamentos Klarna.
Os pagamentos mensais começam em US$ 17,99 para um iPhone, US$ 11,99 para um Apple Watch ou iPad, e US$ 24,99 para um Mac.
Na avaliação de Chatterjee, a iniciativa é estratégica. "O novo programa de leasing é uma resposta inteligente: ele não reduz o preço de um iPhone, mas muda a forma como os consumidores percebem o custo, substituindo o choque com o preço de tabela por uma parcela mensal previsível", disse o analista.
Apple registrou receita recorde de US$ 111,2 bi no 2T fiscal
No segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em 28 de março, a Apple registrou receita recorde de US$ 111,2 bilhões, alta de 17% em um ano, apoiada na base de 2,5 bilhões de dispositivos ativos no mundo e no crescimento da divisão de serviços, que reúne App Store, iCloud e assinaturas.
O iPhone foi a principal fonte de receita, com US$ 57 bilhões no período, alta de 22% na comparação anual.
📲 A divulgação dos próximos resultados da companhia está prevista para quinta-feira (30), após o fechamento dos mercados. Analistas preveem aumento de mais de 15% na receita trimestral em relação ao ano anterior.