Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3)
Seu nome reapareceu recentemente nas notícias relacionadas ao caso Banco Master.
As ações da Light (LIGT3) operam em forte queda na B3 nesta terça-feira (27), diante da notícia de que uma das gestoras ligadas ao empresário Nelson Tanure reduziu a sua participação na empresa.
📉 A WNT Gestora de Recursos vendeu quase 18,6 milhões de ações da Light, o equivalente a cerca de 5% da empresa. Por isso, agora responde por uma fatia de 30,43% da companhia.
Em carta enviada à Light nessa segunda-feira (26), a WNT Gestora de Recursos disse que a operação "resulta somente em uma menor exposição financeira à companhia".
Isso porque a gestora não fez nenhum acordo ou contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda envolvendo os papeis, exceto no que diz respeito ao seu próprio manual de exercício de direito de voto.
Logo, a operação não envolve a mudança na composição de controle, nem a alteração da estrutura administrativa da companhia.
A venda ocorre em um momento estratégico. Afinal, as ações da Light vinham sendo negociadas no maior patamar dos últimos oito meses na B3.
💲 O papel já subiu mais e 60% no ano e fechou o pregão dessa segunda-feira (26) cotado a R$ 6,80, o maior valor deste 2 de outubro de 2024.
A redução da participação de Tanure na empresa, no entanto, pesa sobre as ações nesta terça-feira (27).
Às 14h, o papel recuava 4,41% e era negociado por R$ 6,50. Na mínima do dia, tocou nos R$ 6,30.
A operação ainda ocorre em meio à tentativa de Nelson Tanure de adquirir o controle da Braskem (BRKM5).
🗓️ Dona de 50,1% do capital votante da Braskem, a Novonor (antiga Odebrecht) confirmou ter recebido uma proposta do Petroquímica Verde Fundo de Investimento em Participações na sexta-feira (23). Além disso, firmou um acordo de exclusividade de 90 dias com o fundo, que é ligado a Tanure.
A companhia tenta há anos vender sua participação na Braskem. O acordo com Tanure, no entanto, depende de algumas condições, como o aval dos bancos credores da Novonor e da Petrobras (PETR4), que é dona de outros 47% da Braskem.
Seu nome reapareceu recentemente nas notícias relacionadas ao caso Banco Master.
O Ebitda da empresa chegou a R$ 494 milhões, uma queda de 4,6 na base anual.