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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, entregou à Justiça uma proposta de delação premiada na noite da última terça-feira (5). O conteúdo que vai servir de base para análise do benefício foi entregue via pen drive.
Os arquivos são usados como provas de que Vorcaro pode colaborar com a Justiça para solucionar o caso que vem se arrastando desde o ano passado. A possibilidade de delação, porém, começou a ser ventilada no mês passado, quando o empresário trocou sua equipe de defesa.
Segundo informações da Folha de SP, o pen drive contém informações de crimes que ele teria cometido, além de terceiros que teriam participado de condutas ilícitas. As provas, porém, serão apresentadas posteriormente, caso a Justiça aprove um acordo de colaboração com base nos elementos apresentados.
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A imprensa diz, ainda, que figuras de projeção nacional que devem disputar as eleições presidenciais de 2026 não constam nos documentos entregues pelos advogados. Diante disso, nomes como o do presidente Lula (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL) e dos ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) estão fora dos arquivos.
Apesar disso, é possível que o acordo atinja parlamentares e até ex-candidatos à presidência. Os detalhes do conteúdo do pen drive não foram divulgados pela defesa ou pelos órgãos envolvidos na negociação.
Estima-se que a avaliação do pedido de delação premiada dure cerca de dois meses, em um processo que envolve a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a PF (Polícia Federal). Depois disso, o acordo deve ser enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), que vai homologar o acordo para que passe a ter validade, o que está sob responsabilidade do ministro André Mendonça.
Não há expectativa de que Vorcaro receba um eventual perdão judicial pela colaboração no caso. No entanto, ele pode ter a pena reduzida, além de ter de devolver recursos que foram fraudados pelo Master.
O banqueiro já havia enviado um primeiro pedido de delação em março, que foi negado pela PGR e pela PF. Isso teria acontecido logo depois que Vorcaro assinou um acordo de confidencialidade com os órgãos.
Vorcaro está preso desde novembro do ano passado, quando o caso do Master ganhou relevância a nível nacional. Ele chegou a ser solto por alguns dias, mas logo voltou ao cárcere por ordem da Justiça.
Além dele, outros executivos da instituição financeira liquidada pelo Banco Central também foram detidos pela Justiça. É o caso de seu cunhado, Fabiano Zettel, alvo da Operação Compliance Zero, que é investigado por operação financeira ilegal e lavagem de dinheiro.
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