Lei sobre terras raras no Brasil tem aprovação na Câmara dos Deputados

Movimentação política acontece antes do encontro presencial entre Lula e Donald Trump na Casa Branca.

Author
Publicado em 06/05/2026 às 22:07h Publicado em 06/05/2026 às 22:07h por Lucas Simões
Brasil ostenta a segunda maior reserva mundial de minerais críticos, só atrás da China (Imagem: Shutterstock)
Brasil ostenta a segunda maior reserva mundial de minerais críticos, só atrás da China (Imagem: Shutterstock)
As reservas estratégicas de terras raras no Brasil voltaram ao radar na noite desta quarta-feira (6), após os deputados federais aprovarem o texto-base do Marco Legal dos Minerais Críticos. Nosso país ostenta a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, cerca de 21 milhões de toneladas.
Vale destacar que a movimentação política no Poder Legislativo acontece pouco antes do encontro presencial entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano Donald Trump, que se reunirão na Casa Branca nesta quinta-feira (7). E os americanos já demonstraram interesse pelos ativos de terras raras no Brasil.
A proposta que agradou a maioria dos deputados federais cria regras para a exploração de minerais críticos, como cobalto, grafite, nióbio (somos o maior produtor global), lítio (fundamental para baterias elétricas) e demais elementos de terras raras. O texto-base agora segue para apreciação do Senado Federal.
“Trata-se de um assunto que está para o futuro, assim como o petróleo, há alguns anos, esteve para o desenvolvimento de diversos países importantes, porque não há tecnologia sem a exploração das terras raras e dos minerais críticos”, comentou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/Paraíba), após a aprovação da proposta.
A importância geopolítica das terras raras, as commodities do século XXI, se dá pela sua utilização na fronteira tecnológica, essencial para fabricação de chips de última geração usados na inteligência artificial (IA), bem como sua importância na indústria bélica e aeroespacial, desde a confecção de drones até satélites.
Conforme os relatórios mais recentes do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), a China lidera o ranking das maiores reservas de terras raras do mundo (44 milhões de toneladas), além de ser a maior produtora global de minerais críticos, controlando 90% do refino. O Brasil só produz 1% dos minérios críticos comercializados no mundo, apesar de suas vastas reservas. 
Atualmente, a forma mais prática e diversificada de investir em terras raras é por meio do ETF REMX, negociado na bolsa de valores americana. Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido US$ 1 mil no ETF REMX há 12 meses, hoje você teria US$ 2.701,80, considerando o reinvestimento dos dividendos em dólar.