Dança das cadeiras movimenta empresas da B3 no começo de 2026

Trocas de executivos em companhias listadas acendem alerta no mercado

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Publicado em 12/01/2026 às 16:19h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 12/01/2026 às 16:19h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Heineken é uma das principais fabricantes de cerveja do mundo (Imagem: Shutterstock)
Heineken é uma das principais fabricantes de cerveja do mundo (Imagem: Shutterstock)

Os últimos dias foram bastante movimentados no alto escalão de algumas das empresas da bolsa brasileira. Ao menos três delas anunciaram substituição dos principais executivos, o que deve, de alguma forma, movimentar os pregões dos próximos dias.

Uma das trocas foi vista na Brava Energia (BRAV3), que viu seu CEO renunciar ao cargo na última sexta-feira (9). Décio Oddone informou que deve permanecer no cargo até o fim do mês, quando deve ser substituído por outro nome ainda não definido pelo conselho de administração da companhia.

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Outra mudança de destaque foi no Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), que perdeu Sirotsky Russowsky, que ocupava os cargos de vice-presidente executivo financeiro e de diretor de relações com investidores. Ele estava há seis anos na companhia e atualmente liderava o processo de desalavancagem pelo qual a companhia vem passando.

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Na área da saúde, as mudanças foram realizadas na Hapvida (HAPV3) que efetivou Alain Benvenuti de COO para vice-presidente comercial. Ele vai ocupar a cadeira que era de Jaqueline Sena, então vp comercial, de marketing e de odontologia. 

Entre os bancos, a reforma ficou a cargo do BRB (BSLI4) que recebe Nelson Antônio de Souza para o comando da instituição financeira no lugar de Paulo Henrique Costa, que foi afastado pela Justiça. Hugo Andreolly (diretor de Negócios Digitais) e Janiele Queiroz Mendes Caroba (diretora executiva de Gestão de Pessoas) também são novidades no alto escalão do banco estatal. 

No exterior, a troca foi vista na Heineken, que vai perder seu diretor-presidente, Dolf van den Brink, nos próximos meses. Depois de uma queda importante na venda de cervejas, o executivo informou que vai deixar o cargo vago após seis anos de prestação de serviço.

Trocas nos comandos de empresas são um expediente comum, mas, em alguns casos, podem mostrar que a empresa tem novas estratégias de negócios. Para os investidores, acendem um alerta sobre um mau momento que a empresa possa estar vivenciando.