CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente

Parlamentares querem apurar supostos repasses mensais.

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Publicado em 26/02/2026 às 13:42h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 26/02/2026 às 13:42h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Wesley Santana
Mesmo com maioria governista, deputados conseguiram aprovar pedido (Imagem: Shutterstock)
Mesmo com maioria governista, deputados conseguiram aprovar pedido (Imagem: Shutterstock)

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprovou,nesta quinta-feira (26), a quebra dos siglios bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. O pedido foi aprovado no contexto das investigações que apuram descontos indevidos em salários de aposentados e pensionistas. 

Lulinha foi mencionado em algumas sessões da CPMI, nas quais foi apontado como sócio oculto de um dos alvos da CPMI, o “Careca do INSS”. No entanto, seu nome não está entre os investigados da Comissão que apura os descontos que acontecem há pelo menos cinco anos.

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Com a quebra do sigilo, os parlamentares querem ter acesso a movimentações financeiras de Lulinha. Um dos objetivos é verificar se de fato ele recebia mensalmente R$ 300 mil mensais do careca, como apontaram as delações. 

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Anteriormente, a deputada da oposição Coronel Fernanda (PL) já havia protolocado um pedido de prisão preventiva para Lulinha. Segundo ela, “há risco concreto de fuga e de frustração da aplicação da lei penal”, pois ele mora em Madrid, na Espanha. 

Para a defesa, o pedido não tem fundamento, já que ele não está no rol de investigados pelo colegiado. “Deus limitou a inteligência, mas não fez o mesmo com a burrice. Ela, como deputada, deveria saber que não há base para pedido de prisão, porque ele nem sequer é investigado”, afirmou o advogado de defesa Marco Aurélio. 

O presidente Lula tem tentado ficar distante das discussões e, por vezes, disse que se o filho estiver envolvido, deve pagar por isso. Além de Lulinha, outros 80 pedidos de quebra de sigilio foram aprovados pelos parlamentares durante a sessão.