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Cosan (CSAN3) não conseguiu avançar com a venda da sua participação na
Rumo (RAIL3) -um negócio bilionário que poderia acelerar o processo de desalavancagem da holding.
Dona de 20,33% da Rumo, a Cosan vinha negociando essa participação com potenciais investidores há alguns meses. Porém, o período de exclusividade dessas tratativas acabou na terça-feira (20) sem que nenhum acordo fosse construído.
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"O período de exclusividade se encerrou sem que a Companhia tenha atingido qualquer acordo que fosse estrategicamente e comercialmente adequados para alienação de qualquer fração de sua participação", informou.
Diante disso, a Cosan reforçou a mensagem de que "segue avaliando alternativas em todos seus ativos a fim de otimizar sua estrutura de capital, mas comprometida com a criação de valor aos seus acionistas nesses possíveis movimentos".
A dívida da Cosan
A holding de Rubens Ometto acumulou uma dívida bilionária, em meio à alta de juros e às dificuldades enfrentadas por algumas de suas controladas, como a
Raízen (RAIZ4). Por isso, tem vendido ativos para reduzir o endividamento.
Dentro dessa estratégia, a companhia já zerou a sua participação na
Vale (VALE3), abriu o capital da
Compass (PASS3) e vendeu terras da Radar, por exemplo. Com isso, conseguiu reduzir a dívida líquida de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,22 bilhões entre os segundos trimestres de 2025 e 2026, respectivamente.
A venda da participação na Rumo aceleraria esse processo, pois poderia render cerca de R$ 5 bilhões para a Cosan, segundo os números que circularam no mercado durante a negociação. Por isso, já se fala que a companhia vai focar na venda de mais uma fatia da Compass agora que o negócio com a Rumo não deu certo. A Cosan, por sua vez, não confirmou esse plano.