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Nesta sexta-feira (26), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que a conta de luz deve permanecer na bandeira amarela ao longo do mês de julho. Segundo o órgão, as condições meteorológicas do país permanecem menos favoráveis, portanto, é necessário acionar usinas alternativas para gerar eletricidade.
A bandeira amarela está em vigor desde abril, em decorrência do baixo regime de chuvas registrado no fim do verão deste ano. Os níveis dos reservatórios não voltaram aos padrões, o que demanda esforços adicionais para fazer a energia chegar às casas dos brasileiros.
“O sistema de bandeiras tarifárias permite ao consumidor acompanhar, em tempo real, as condições de geração e seus impactos nos custos da energia elétrica. A medida reforça a transparência tarifária e incentiva o uso consciente da energia. Diante desse cenário, a Agência reforça a importância da adoção de hábitos eficientes de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a economia doméstica e a sustentabilidade do setor elétrico”, diz a Aneel.
Cada vez que a bandeira amarela é acionada, há um adicional de R$ 1,885 por cada 100 kWh consumidos na conta de luz. Já nos casos da vermelha patamar 1, os consumidores pagam mais R$ 4,463 por cada 100 kWh consumidos, enquanto a vermelha patamar 2 adiciona outros R$ 7,877 na fatura mensal.
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Os consumidores paulistas ainda têm um motivo a mais para se preocuparem, pois o custo da conta de luz pode subir mais de 10% na região metropolitana de São Paulo. Isso porque a Aneel deve votar, na próxima terça-feira (30), um reajuste tarifário da Enel.
Caso aprovado, o novo valor vai impactar a conta de 8,9 milhões de famílias, que passarão a arcar com custos mais altos. O reajuste pode entrar em vigor já no dia 4 de julho, com efeitos na conta de luz que vencerá em agosto.
A porcentagem em votação representa mais que o dobro da inflação do ano passado, que foi de 4,26%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O reajuste pode ser concedido no mesmo momento em que a Enel enfrenta um processo que pode cassar sua concessão em São Paulo. A empresa é investigada pelos sucessivos cortes de energia e pela demora no religamento em diversas ocasiões.
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