Companhias aéreas cancelam voos para Portugal em meio a greve de trabalhadores

Trabalhadores portugueses prometem uma greve geral para esta quarta-feira (3), em protesto a mudanças na legislação trabalhista.

Author
Publicado em 02/06/2026 às 13:11h Publicado em 02/06/2026 às 13:11h por Marina Barbosa
TAP, Azul e Latam cancelaram voos previstos para esta 3ª e 4ª feira (Imagem: Shutterstock)
TAP, Azul e Latam cancelaram voos previstos para esta 3ª e 4ª feira (Imagem: Shutterstock)
Quem pretende viajar de ou para Portugal nos próximos dias pode enfrentar alguns contratempos.
Isso porque os trabalhadores portugueses prometem fazer uma greve geral nesta quarta-feira (3), para protestar contra uma reforma trabalhista proposta pelo governo.
Com isso, diversos serviços serão paralisados ou reduzidos no país, como as escolas, os hospitais e os transportes, inclusive no aeroporto.

Voos cancelados

Companhias aéreas já estão cancelando voos previstos para esta terça (2) e quarta-feira (3) devido ao movimento. E muitos dos voos afetados tinham o Brasil como destino ou origem.
A Azul (AZUL3) e a Latam já cancelaram quatro voos cada uma, entre Lisboa e Guarulhos, Campinas ou Viracopos. Já a TAP deve manter 17 das cerca de 20 frequências normalmente programadas para o país.
As empresas lamentaram a situação e disseram estar entrando em contato com os clientes atingidos para minimizar o transtorno. A Latam, por exemplo, deu três opções aos passageiros:
  • Alterar a data da viagem, mantendo a mesma origem e o mesmo destino, sem multa ou diferença tarifária;
  • Alterar o destino da viagem, sem multa, podendo haver cobrança de diferença tarifária;
  • Solicitar o reembolso integral dos trechos não utilizados, caso não deseje a alteração do voo.
De toda forma, a recomendação é de que os passageiros consultem o status dos seus voos antes de qualquer movimentação.
"Devido à greve geral de 3 de junho, verifique junto da companhia aérea o estado do seu voo antes de se dirigir ao aeroporto", orientou o Aeroporto de Lisboa.

Greve geral

A greve geral foi convocada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e conta com a adesão de diversos sindicatos.
A avaliação das centrais sindicais é de que a reforma trabalhista proposta pelo governo português precariza as relações de trabalho. Já o Executivo diz que o texto busca modernizar o mercado de trabalho, aumentar a produtividade e a competitividade da economia nacional.
A reforma ainda será discutida no Parlamento e propõe, entre outras coisas, a ampliação dos contratos temporários e a criação de bancos de horas individuais que podem elevar para 50 horas a jornada de trabalho semanal. O texto ainda desobriga as empresas de recontratar trabalhadores demitidos sem justa causa.