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BTG Pactual (BPAC11) reiterou a recomendação de compra para
Suzano (SUZB3), com preço-alvo de R$ 72, o que representa potencial de valorização de cerca de 71%, após reuniões recentes com a diretoria da companhia.
Segundo os analistas, a avaliação sobre a gestão segue positiva, mesmo diante de um cenário mais adverso para os fundamentos do mercado de celulose nos próximos meses.
A visão mais cautelosa para o setor está relacionada à expectativa de queda entre 5% e 10% nos preços da celulose na China, onde os estoques seguem elevados.
Além disso, o banco destaca que o sentimento ao longo da cadeia produtiva permanece fraco, enquanto o segmento de fibra longa continua pressionado.
Apesar desse pano de fundo mais adverso, o BTG aponta que a Suzano conta com fatores que ajudam a mitigar os riscos. Entre eles, estão as iniciativas para reduzir a dependência do mercado chinês e o foco da companhia em desalavancagem, sem perspectiva de grandes aquisições no curto e médio prazo.
Na avaliação do banco, as ações da empresa seguem sendo negociadas a múltiplos descontados e com baixa presença nas carteiras dos investidores.
O relatório destaca ainda que a Suzano mantém a liderança no setor de papel e celulose, sustentada por sua competitividade em custos, escala operacional e qualidade de gestão.
🚀 Apesar da recomendação positiva, o BTG reconhece a ausência de catalisadores no curto prazo e o cenário de pressão causado pelo aumento da oferta diante de uma demanda mais fraca.