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Braskem (BRKM5) registrou um lucro líquido de R$ 3,33 bilhões no 2T26 (segundo trimestre de 2026), revertendo o prejuízo de R$ 267 milhões apurado no mesmo período de 2025.
O desempenho financeiro favorável no 2T26 reflete a forte recuperação operacional da companhia petroquímica, impulsionada pela expansão dos spreads internacionais e pela alta na receita líquida, que alcançou R$ 21,71 bilhões no trimestre. O crescimento do resultado no trimestre foi alavancado pela conjuntura do mercado petroquímico global.
Conflitos geopolíticos no Oriente Médio restringiram o suprimento global de matérias-primas e elevaram as cotas internacionais do petróleo e da nafta, encarecendo os custos dos produtores marginais na Ásia e sustentando preços mais altos para resinas e químicos. Com isso, o Ebitda recorrente consolidado da empresa saltou para R$ 5,25 bilhões (US$ 1,04 bilhão).
No detalhamento por regiões de atuação, a unidade Brasil e América do Sul liderou o desempenho ao somar um Ebitda recorrente de R$ 4,37 bilhões, beneficiada tanto pelo avanço nos spreads de resinas quanto pelo aproveitamento de incentivos tributários e créditos de PIS/COFINS via REIQ Insumos.
Na divisão de Estados Unidos e Europa, o Ebitda recorrente atingiu R$ 739 milhões por conta do avanço nas margens de polipropileno, ao passo que as operações no México registraram R$ 289 milhões de Ebitda recorrente devido à recuperação dos spreads de polietileno.
A geração operacional de caixa da petroquímica totalizou R$ 1,93 bilhão no período, sustentada pela expansão das margens operacionais. A geração de caixa recorrente ficou em R$ 1,05 bilhão, enquanto o saldo apurado antes da amortização de dívidas fechou positivo em R$ 807 milhões, já contabilizando os desembolsos voltados às ações do evento geológico em Alagoas.
Em relação ao balanço e à estrutura financeira, a dívida líquida ajustada da petroquímica encerrou o trimestre em US$ 9,43 bilhões. O avanço no Ebitda acumulado permitiu uma redução substancial no indicador de alavancagem financeira, medido pela relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda recorrente, que recuou de 18,18 vezes no primeiro trimestre para 6,74 vezes ao final do 2T.