Bolsa encerra 1ª semana de 2026 aos 163 mil pontos e IPCA dentro da meta

Nesta sexta-feira (9), o Ibovespa avançou 0,27%, aos 163.370 pontos. No acumulado da semana, o ganho foi de 1,77%.

Author
Publicado em 09/01/2026 às 18:43h - Atualizado 9 horas atrás Publicado em 09/01/2026 às 18:43h Atualizado 9 horas atrás por Matheus Silva
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,36 (Imagem: Shutterstock)
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,36 (Imagem: Shutterstock)

🚨 O Ibovespa (IBOV) encerrou a última sessão da primeira semana de 2026 em alta, acompanhando os recordes registrados em Wall Street e a valorização do petróleo no mercado internacional.

Nesta sexta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,27%, aos 163.370,31 pontos. No acumulado da semana, o ganho foi de 1,77%.

No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,3658. Ao longo da semana, a moeda norte-americana recuou 1,10% frente ao real.

Inflação dentro da meta anima investidores

No cenário doméstico, a divulgação dos dados de inflação concentrou as atenções.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou em dezembro, mas encerrou 2025 dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida pelo Banco Central.

A inflação oficial subiu 0,33% em dezembro, após avanço de 0,18% em novembro, em linha com as expectativas do mercado.

No acumulado de 2025, o IPCA fechou em 4,26%, respeitando a meta central de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A variação acumulada em 12 meses até dezembro foi a menor desde 2018, quando a inflação havia registrado 3,75%.

Apesar do resultado favorável, o mercado manteve as apostas de que o início do ciclo de afrouxamento monetário deve ocorrer apenas em março.

➡️ Leia mais: Presidente do TCU diz que liquidação do Banco Master não pode ser revertida

Acordo entre UE e Mercosul entra no radar

Outro fator relevante do dia foi o avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Após mais de 25 anos de negociações, o bloco europeu aprovou o texto, abrindo caminho para a formação da maior zona de livre comércio do mundo.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo brasileiro espera que o acordo entre em vigor ainda em 2026, após a aprovação final pelas partes envolvidas.

Segundo ele, a assinatura fortalece o multilateralismo, o comércio e amplia o potencial de investimentos entre os dois blocos.

Destaques entre ações do Ibovespa

Entre os papéis de melhor desempenho do pregão, as ações da Raízen (RAIZ4) e da Cury (CURY3) lideraram os ganhos da ponta positiva.

A Cogna (COGN3) também manteve trajetória de alta, impulsionada pela revisão positiva das estimativas feita pelo UBS BB. Segundo os analistas do banco, a melhora dos fundamentos da companhia pode sustentar os níveis atuais de valuation, mesmo após a valorização acumulada de 240% em 2025.

Na ponta negativa, ações mais sensíveis ao ciclo econômico recuaram com a abertura da curva de juros nos vértices de curto e médio prazos. Assaí (ASAI3), Azzas 2154 (AZZA3) e Magazine Luiza (MGLU3) figuraram entre as maiores quedas.

O GPA (PCAR3) também apareceu entre os destaques negativos após a renúncia de Rafael Russowsky aos cargos de diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia.

Entre os pesos-pesados, a Petrobras (PETR4) avançou acompanhando a alta do petróleo. O contrato mais líquido do Brent, com vencimento em março, subiu 2,28% e fechou a US$ 63,34 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, em meio a tensões geopolíticas.

Já a Vale (VALE3) recuou cerca de 1%, mantendo a tendência negativa após o Safra rebaixar a recomendação da ação de compra para neutra. Segundo o banco, a mineradora não deve anunciar novos dividendos extraordinários antes de meados de 2027.

➡️ Leia mais: Perigo para a Vale (VALE3)? Rio Tinto e Glencore negociam fusão de US$ 260 bi

Payroll e recordes em Wall Street

No exterior, os índices de Wall Street reagiram à divulgação de novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O relatório payroll apontou a criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo do esperado, segundo o Departamento do Trabalho.

Após o dado, os índices S&P 500 e Dow Jones renovaram máximas históricas de fechamento. A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela também permaneceu no radar dos investidores.

Na Europa, os mercados fecharam em forte alta, impulsionados pelas ações do setor de defesa. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,37%, aos 609,67 pontos, renovando recorde nominal histórico.

📊 Na Ásia, o tom também foi positivo. O Nikkei, do Japão, subiu 1,61%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,32%.