💰 O negócio foi fechado neste domingo (31) por um valor total de US$ 8,5 bilhões. Isto é, quase R$ 43 bilhões na cotação atual.
Pelo acordo, a Berkshire pagará US$ 72,50 por cada ação da construtora, o que representa um prêmio de 24% em relação à cotação mais recente.
As ações da Taylor eram negociadas por US$ 58,50 no fechamento de sexta-feira (29), mas dispararam nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira (1º), passando dos US$ 70.
O papel, porém, vai deixar a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York) após a conclusão da compra, o que está previsto para acontecer no segundo semestre deste ano.
1º grande aposta pós-Buffett
Esta é a primeira aquisição realizada pela Berkshire desde a aposentadoria de
Warren Buffett, que entregou o comando da gestora para
Greg Abel no final do ano passado.
Há cerca de um mês, Buffett disse que o ambiente não estava propício a novos investimentos, devido aos preços elevados do mercado. Porém, mostrou-se confiante na capacidade do seu sucessor de fazer bons movimentos.
Quando assumiu o comando da Berkshire, Abel disse que iria preservar a filosofia de investimentos de longo prazo e de criação de valor do Oráculo de Omaha.
Aposta no mercado imobiliário
🏠 Abel disse neste domingo (31) que a compra da Taylor Morrison Home reflete o compromisso de longa data da Berkshire com o mercado imobiliário e deve expandir a atuação da empresa no setor.
"Com o tempo, esperamos unificar as nossas operações de construção de casas numa plataforma integrada, permitindo-nos realizar o sonho da casa própria para mais americanos", afirmou o CEO da Berkshire.
A Berkshire também é proprietária da construtora Clayton Homes e de uma fatia da Lennas e ainda mantém participações em diferentes empresas de materiais de construção.
Com atuação em 12 estados norte-americanos, a Taylor Morrison entra neste portfólio já como uma das maiores construtoras e incorporadoras dos Estados Unidos. Não à toa, o negócio custou bilhões para a Berkshire.
O negócio, porém, também representa um voto de confiança no mercado imobiliário americano, pois a construção de casas novas e as ações das construtoras têm oscilado nos Estados Unidos nos últimos meses.
O
iShares U.S. Home Construction, ETF que acompanha o desempenho do setor de construção residencial americano, recuou 3,3% nos cinco primeiros meses de 2026.