BC liquida mais uma instituição financeira ligada ao caso Master; conheça

A Sefer Investimentos diz ter mais de 70 fundos e US$ 22 bilhões de ativos sob gestão.

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Publicado em 26/06/2026 às 12:19h Publicado em 26/06/2026 às 12:19h por Marina Barbosa
A Sefer oferecia serviços como gestão de ativos e assessoria financeira (Imagem: LinkedIn/Reprodução)
A Sefer oferecia serviços como gestão de ativos e assessoria financeira (Imagem: LinkedIn/Reprodução)
O BC (Banco Central) decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial de mais uma instituição financeira citada nas investigações sobre o esquema do Banco Master.
🏦 Desta vez, o alvo foi a Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda -gestora que diz ter mais de 70 fundos e US$ 22 bilhões de ativos sob gestão.
De acordo com o BC, a liquidação extrajudicial foi decretada em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora, que deixava os seus credores quirografários expostos a um "risco anormal".
A instituição também cometeu "graves violações" às normas legais que disciplinam a sua atividade, segundo a autoridade monetária.
O BC prometeu, então, continuar tomando "todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais" e lembrou que "o resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis".
Com a liquidação extrajudicial, a Sefer deixa de funcionar e deve ser retirada do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, os bens dos seus controladores e ex-administradores ficam indisponíveis.
A medida também já foi aplicada ao Master e a outras instituições ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, como a antiga Reag Investimentos, o Banco Pleno e a Entrepay.

Sefer

💲 Com sede na Avenida Faria Lima (SP), a Sefer Investimentos se apresenta como uma das maiores distribuidoras de valores e administradoras de fundos do Brasil. 
A companhia oferecia serviços como gestão de ativos e assessoria financeira e prometia lançar um serviço de pagamentos em breve.
Porém, o BC diz que a instituição está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, voltado a instituições de pequeno porte.
Além disso, afirma que a Sefer tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0004% do ativo total e 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

Master

🚨 A Sefer foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero -a operação da PF (Polícia Federal) que revelou as fraudes financeiras orquestradas pelo Banco Master.
Esta fase investigou a conexão entre gestoras e fundos de investimento e o banco de Daniel Vorcaro, em janeiro de 2026. 
Segundo a PF, o objetivo era apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
No caso da Sefer, a suspeita era de que o dono da instituição, Benjamin Botelho de Almeida, atuou como operador financeiro de Vorcaro, ajudando na compra e venda de títulos de renda fixa sem lastro real, os chamados "títulos podres".
À época, a instituição negou o envolvimento em atos ilícitos, dizendo que atua exclusivamente na gestão e administração de recursos de terceiros, sem conceder crédito com recursos próprios.
A Sefer ainda aparece na lista de credores do Grupo Fictor, que entrou em recuperação judicial após tentar comprar o Banco Master. Porém, também contesta essa informação.