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Banco do Brasil (BBAS3), a
Petrobras (PETR4) e a Caixa Econômica Federal não devem ser privatizados em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Ao menos foi o que disse um dos principais auxiliares econômicos do candidato.
Integrante da área econômica da campanha de Flávio, o economista Adolfo Sachsida publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta-feira (8) com o objetivo de esclarecer alguns rumores sobre o plano do candidato do PL para a economia.
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Segundo ele, a ideia não é privatizar as maiores estatais brasileiras, nem acabar com os programas sociais do país. Dessa forma, o ajuste fiscal prometido por Flávio deve ser feito a partir do corte de "excessos do governo", o que inclui a redução do número de ministérios e o veto aos supersalários do funcionalismo público.
"Se você está ouvindo esse vídeo e é do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e da Petrobras, saiba de uma coisa: não existirão privatizações de empresas. Nenhuma dessas empresas será tocada", afirmou.
E seguiu: "Nós respeitamos demais a história de vocês. Nosso governo vai fortalecer a gestão das estatais, e elas vão voltar a dar lucro e respeitar o povo brasileiro".
Vale ressaltar, porém, que nenhuma das empresas públicas citadas por Sachsida deu prejuízo recentemente. Atualmente, a estatal que apresenta maiores dificuldades financeiras são os Correios.
BB em xeque?
Ao avaliar a situação das estatais, a coordenadora da equipe econômica de Flávio,
Daniella Marques, já havia dito que os Correios perderam a "janela de privatização".
"Hoje, se eu te der os Correios por R$ 1, você leva R$ 9 bilhões de buraco. Então, ninguém quer", explicou Daniella, em setembro.
Ela defendeu, então, que seria preciso fortalecer a governança das empresas públicas antes de tomar qualquer decisão a respeito de privatizações.
Ainda assim, disse que mais de 20 estatais não geram receitas suficientes para arcar com suas contas e, por isso, poderiam ter sua manutenção reavaliada.
Na ocasião, Daniella ainda levantou a possibilidade de privatização do Banco do Brasil, dizendo que o banco negocia menos de uma vez seu patrimônio, o que foi descartado por Sachsida agora.
Por outro lado, a coordenadora da equipe econômica de Flávio já havia dito que não há intenção de privatizar a Caixa. Segundo ela, o banco público seria usado pelo eventual novo governo para levar soluções de crédito, orientação financeira e capacitação para o brasileiro.
A privatização da Petrobras também foi descartada pelo coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN). Ele disse, porém, que a estatal poderia voltar a vender ativos, como refinarias, postos de distribuição e campos maduros de petróleo em um eventual novo governo.