B3 estuda reformulação do Ibovespa e avalia incluir BDRs no principal índice da bolsa

Mudanças analisadas pela B3 podem ampliar a representatividade do IBOV e incluir empresas brasileiras listadas no exterior.

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Publicado em 22/06/2026 às 12:41h Publicado em 22/06/2026 às 12:41h por Wesley Santana
B3 é responsável pela gestão e manutenção do principal indicador do mercado de ações (Imagem: Shutterstock)
B3 é responsável pela gestão e manutenção do principal indicador do mercado de ações (Imagem: Shutterstock)

A B3 estaria estudando mudanças no Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa de valores do Brasil. A empresa está fazendo estudos comparativos com pares internacionais com a ideia de fazer ajustes no indicador que mostra o desempenho do mercado de ações.

Segundo informações do Brazil Journal, as mudanças vêm sendo discutidas há alguns meses pelos gestores da companhia. Uma delas seria a inclusão de BDRs no indicador, como Nubank, Mercado Livre e outras companhias brasileiras que estão listadas no exterior.

“Um índice precisa ter as melhores empresas de cada país. Mas o Ibovespa, além de ser muito concentrado em poucos setores, olha para o passado”, disse um executivo, em entrevista à reportagem. Ele lembra que o índice foi criado há quase 60 anos e que só passou por uma mudança metodológica em 2014.

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Hoje, quase metade do IBOV é composto por empresas dos setores de bancos e commodities, o que não representa de forma ampla o mercado de ações brasileiro. Atualmente, o índice é composto por ações de 79 empresas listadas na bolsa de valores.

Outra mudança que vem sendo estudada pela B3 é começar a cobrar de fundos de investimentos por usar o IBOV como base de suas carteiras. Essa é uma tendência internacional, mas, no caso do Brasil, só incide sobre os ETFs, que são os fundos de índice.

Todas essas mudanças ainda não são oficiais nem devem ser anunciadas rapidamente. A bolsa prevê abrir uma consulta pública sobre os assuntos, quando vai ouvir a opinião do mercado sobre alterações no indicador.

Entre esses e outros anúncios, o que fez com que o Ibovespa crescesse no pregão desta segunda-feira (22). O indicador da B3 opera com alta de 1%, voltando ao patamar de 170 mil pontos, conforme dados da organizadora do balcão.

Neste ano, o indicador opera com avanço de quase 6%, mas, em alguns momentos do primeiro semestre, chegou a performar com avanço de 25%. Em abril deste ano, o indicador alcançou a marca histórica de 198 mil pontos pela primeira vez.