Investir em imóveis no exterior nunca foi tão acessível aos investidores pessoas físicas no Brasil como agora, bastando apenas uma conta em corretora de valores internacional, ou mesmo direto na própria B3, já que alguns
REITs têm cotas negociadas diretamente na bolsa de valores brasileira.
Caso americanos e iranianos cheguem em breve ao fim dos conflitos no Oriente Médio, reduzindo drasticamente o risco inflacionário no mundo, mais espaço ainda os
REITs teriam para construir valor, dadas as condições mais confortáveis para cortes de juros nos Estados Unidos, aliviando o custo de dívidas imobiliárias.
Não é à toa que, pelo atual patamar de juros elevados na Terra do Tio Sam, os analistas da butique de investimentos Keefe, Bruyette & Woods têm recomendação de compra para um REIT de hipotecas. Embora bastante arriscado, o
Ellington Financial (EFC) ostenta dividend yield de 11,70% nos últimos 12 meses, além de
distribuir proventos mensalmente.
Já o
VICI Properties (VICI) é um REIT do segmento de hospitalidade e entretenimento, bastante conhecido por seus cassinos em Las Vegas, mas também é dono de quase 100 campos de golfe e espaços de boliches espalhados pelos EUA e Canadá. Analistas do JPMorgan recomendam o investimento tanto pelo dividend yield de 6,3% quanto pela taxa de crescimento anual de 4%.
O
Equinix (EQIX) não ganha os potenciais investidores por altos dividendos, mas pelo seu potencial de valorização, dado que seu negócio é construir data centers de última geração que sustentam a
inteligência artificial (IA). Entre as 32 maiores casas de análises dos EUA, cerca de 26 recomendam compra forte do
REIT EQIX.
Por fim, o
Ventas (VTR) é uma empresa imobiliária especializada em cuidados médicos, com 1,4 mil propriedades distribuídas entre EUA, Canadá e Reino Unido, incluindo 850 lares de idosos. Os analistas projetam uma agenda aquecida de aquisições pelo REIT.