Grandes investidores do Brasil: histórias e estratégias para se inspirar
Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026
Jair Messias Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955, em Glicério, no estado de São Paulo. É capitão reformado do Exército, ex-deputado federal e ex-presidente da República.
Bolsonaro entrou na política no fim da década de 1980, primeiro como vereador do Rio de Janeiro e, depois, como deputado federal. Entre 1991 e 2018, ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados por sete mandatos consecutivos.
Durante boa parte desse período, teve atuação parlamentar concentrada em temas relacionados a militares, segurança pública, legislação penal e defesa do acesso civil a armas. A partir da década de 2010, ampliou significativamente sua projeção nacional por meio de entrevistas, redes sociais e posicionamentos em debates políticos de grande repercussão.
Em 2018, concorreu à Presidência pelo PSL e derrotou Fernando Haddad no segundo turno. Bolsonaro governou o Brasil de janeiro de 2019 a dezembro de 2022 e tentou a reeleição naquele último ano, mas perdeu para Lula.
Depois de deixar a Presidência, filiou-se ao Partido Liberal, o PL, e permaneceu como uma das principais referências políticas da direita brasileira. Sua atuação, porém, passou a ser limitada por decisões judiciais que resultaram em inelegibilidade e posterior condenação criminal.
A trajetória de Jair Bolsonaro começou no ambiente militar. Depois de ingressar na formação do Exército durante a década de 1970, tornou-se oficial de artilharia e chegou ao posto de capitão.
Sua primeira projeção pública ocorreu ainda durante a carreira militar. Em 1986, publicou um artigo na revista Veja criticando os salários pagos aos militares, episódio que resultou em punição disciplinar.
No ano seguinte, outra reportagem afirmou que Bolsonaro e um colega estariam envolvidos em um plano para detonar explosivos como forma de protesto por melhores salários. Bolsonaro negou a acusação e acabou absolvido pelo Superior Tribunal Militar por insuficiência de provas.
Pouco depois, deixou o serviço ativo e entrou na política eleitoral.
Em 1988, foi eleito vereador do Rio de Janeiro. Dois anos depois, conquistou uma cadeira de deputado federal, iniciando uma permanência de quase três décadas na Câmara.
Nesse período, Bolsonaro passou por diferentes partidos e consolidou uma base eleitoral própria no Rio de Janeiro. Sua projeção nacional aumentou especialmente após as manifestações políticas da primeira metade da década de 2010 e durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff.
O crescimento nas redes sociais e a fragmentação do sistema político criaram espaço para sua candidatura presidencial em 2018.
Bolsonaro ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1973 e, posteriormente, na Academia Militar das Agulhas Negras, a Aman.
Concluiu sua formação na academia em 1977, na arma de Artilharia. Também realizou treinamento de paraquedismo e cursos militares ao longo da carreira.
O vínculo com as Forças Armadas permaneceu importante depois da entrada na política. Bolsonaro frequentemente tratava de remuneração, carreira militar, segurança pública e defesa nacional durante seus mandatos parlamentares.
A passagem para a política ocorreu no fim da década de 1980.
Depois de episódios de conflito com a hierarquia militar e de ganhar exposição pública, concorreu a vereador do Rio de Janeiro em 1988 e foi eleito.
O mandato municipal serviu como etapa inicial para sua candidatura à Câmara dos Deputados.
Jair Bolsonaro construiu sua carreira política em três fases principais: vereador, deputado federal e presidente da República.
Bolsonaro foi eleito vereador em 1988.
Permaneceu pouco tempo na Câmara Municipal porque, nas eleições de 1990, conquistou uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Sua passagem pelo Legislativo municipal foi, portanto, curta, mas marcou a transição definitiva da carreira militar para a política profissional.
Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991.
Foi reeleito sucessivamente e permaneceu no Congresso por sete mandatos.
Ao longo desses anos, integrou diferentes partidos e comissões. Entre os temas recorrentes de sua atuação estavam Forças Armadas, segurança pública, sistema penal e armamento civil.
Em seu último ano como deputado, 2018, integrou comissões relacionadas a relações exteriores, defesa nacional e segurança pública.
A própria Câmara registra que Bolsonaro apresentou cinco propostas legislativas naquele ano e participou de 121 votações nominais em plenário.
A relevância política de Bolsonaro, no entanto, cresceu muito mais rapidamente fora da estrutura tradicional do Congresso durante a década de 2010.
Seu discurso crítico ao PT, à esquerda e ao sistema político ganhou visibilidade em redes sociais, entrevistas e manifestações.
Essa exposição abriu caminho para a candidatura presidencial de 2018.
Bolsonaro concorreu à Presidência pelo PSL em uma eleição marcada por forte rejeição ao sistema político tradicional, impacto da crise econômica dos anos anteriores e repercussões da Operação Lava Jato.
No primeiro turno, recebeu 46,03% dos votos válidos. No segundo turno, disputado contra Fernando Haddad, obteve 57.797.847 votos, equivalentes a 55,13% dos votos válidos.
Hamilton Mourão foi eleito vice-presidente. Bolsonaro tomou posse em 1º de janeiro de 2019.
O atentado durante a campanha de 2018
Em 6 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais.
O autor do ataque foi Adélio Bispo de Oliveira, preso imediatamente após o crime. Bolsonaro sofreu ferimentos graves no abdômen e passou por cirurgias e internações.
O episódio alterou sua rotina eleitoral porque reduziu drasticamente sua participação em eventos presenciais nas semanas seguintes. A campanha passou a depender ainda mais de redes sociais, entrevistas remotas e da atuação de familiares e aliados.
Adélio Bispo foi posteriormente considerado inimputável pela Justiça em razão de transtorno mental e submetido a medida de segurança. As investigações não comprovaram a existência de mandantes do atentado.
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O governo Jair Bolsonaro durou de 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2022. Sua equipe econômica foi liderada por Paulo Guedes, ministro da Economia durante todo o mandato.
A agenda inicial combinava reformas fiscais, redução da participação direta do Estado em empresas, concessões de infraestrutura e mudanças regulatórias.
Em 2019, o Congresso aprovou a reforma da Previdência, uma das principais medidas econômicas do período.
A Emenda Constitucional 103 criou novas regras de aposentadoria, estabeleceu idades mínimas e alterou critérios de cálculo e transição.
Em 2021, Bolsonaro sancionou a lei que estabeleceu autonomia formal do Banco Central. A norma definiu mandatos fixos de quatro anos para o presidente e os diretores da instituição, não coincidentes com o mandato presidencial.
Em 2022, ocorreu a capitalização da Eletrobras, operação que reduziu a participação da União e retirou o controle direto do governo federal sobre a companhia. A empresa passou a ter capital pulverizado, sem um controlador individual.
A economia brasileira passou por cenários bastante diferentes entre 2019 e 2022. O primeiro ano foi marcado pela discussão de reformas estruturais e pela aprovação das novas regras da Previdência.
Em 2020, a pandemia de Covid-19 interrompeu essa trajetória e provocou forte retração da atividade econômica.
O governo criou o Auxílio Emergencial, inicialmente no valor de R$ 600, para trabalhadores informais, desempregados e pessoas de baixa renda afetadas pela crise.
Os gastos extraordinários ampliaram significativamente as despesas públicas naquele ano.
A economia voltou a crescer a partir de 2021, mas o período também foi acompanhado por inflação mais elevada, alta de juros e aumento dos preços de energia e combustíveis.
No fim do mandato, o governo reduziu temporariamente tributos incidentes sobre combustíveis e ampliou benefícios sociais por meio do Auxílio Brasil.
Essas medidas tiveram impacto relevante sobre as contas públicas e sobre o debate econômico durante a eleição de 2022.
A reforma da Previdência foi uma das principais mudanças econômicas aprovadas durante o governo Bolsonaro.
Promulgada em novembro de 2019, a Emenda Constitucional 103 modificou regras aplicáveis a aposentadorias e pensões.
Entre as principais alterações estavam a criação de idades mínimas para aposentadoria, mudanças no cálculo dos benefícios e novas regras de transição para trabalhadores que já contribuíam.
A proposta foi encaminhada pelo Executivo, mas sofreu alterações durante a tramitação no Congresso.
A reforma buscava reduzir o crescimento das despesas previdenciárias no longo prazo e era uma das principais prioridades da equipe econômica de Paulo Guedes.
Autonomia do Banco Central
Bolsonaro sancionou em fevereiro de 2021 a Lei Complementar 179, que estabeleceu autonomia formal para o Banco Central.
A principal mudança foi a criação de mandatos fixos para o presidente e os diretores da instituição. Esses mandatos passaram a não coincidir integralmente com o ciclo presidencial.
A legislação manteve a estabilidade de preços como objetivo fundamental do Banco Central e acrescentou objetivos relacionados à estabilidade financeira, suavização das oscilações econômicas e promoção do pleno emprego.
A medida havia sido discutida no Congresso antes do governo Bolsonaro e foi aprovada durante seu mandato.
Desestatização da Eletrobras
A Eletrobras passou por um processo de desestatização em junho de 2022. A operação ocorreu por meio de emissão de novas ações.
Com a capitalização, a participação conjunta da União e do BNDES caiu para aproximadamente 35%, eliminando o controle estatal direto.
A transação foi considerada o maior processo de desestatização brasileiro em cerca de duas décadas. Mais de 300 mil investidores reservaram ações na oferta.
A companhia continuou negociada na bolsa após a operação. Para investidores, as ações da Eletrobras (ELET3) permaneceram entre os principais papéis do setor elétrico brasileiro.
Petrobras e preços dos combustíveis
A Petrobras esteve frequentemente no centro das discussões econômicas durante o governo Bolsonaro.
A companhia utilizava uma política de preços influenciada pelas cotações internacionais do petróleo e pela taxa de câmbio.
Quando gasolina e diesel subiram significativamente, Bolsonaro fez críticas públicas à gestão da empresa e promoveu trocas na presidência da estatal.
Entre 2019 e 2022, a Petrobras teve diferentes presidentes, incluindo Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho.
As mudanças aumentaram o debate sobre governança e interferência política na companhia.
As ações da Petrobras (PETR4) permaneceram entre os ativos mais relevantes da bolsa brasileira durante o período.
O Pix entrou em operação em novembro de 2020, durante o governo Bolsonaro. O sistema, entretanto, foi desenvolvido e é administrado pelo Banco Central.
Sua implantação ocorreu como parte de um projeto institucional da autoridade monetária para modernizar o sistema brasileiro de pagamentos.
O Pix permitiu transferências e pagamentos instantâneos durante 24 horas por dia, todos os dias da semana. Rapidamente ganhou escala entre pessoas físicas e empresas.
Por isso, é correto associar seu lançamento cronologicamente ao governo Bolsonaro, mas não tratá-lo como um projeto pessoal do presidente.
Como foi a política externa no governo Bolsonaro?
A política externa do governo Bolsonaro apresentou forte aproximação inicial com os Estados Unidos durante a presidência de Donald Trump.
Bolsonaro e Trump mantiveram afinidade política e adotaram posições semelhantes em temas como conservadorismo, crítica a determinados organismos multilaterais e defesa da soberania nacional.
A relação com a China foi mais complexa. Integrantes do governo fizeram declarações críticas ao país, gerando episódios de tensão diplomática.
Ao mesmo tempo, a China continuou sendo o principal parceiro comercial do Brasil durante o mandato. Soja, minério de ferro, petróleo e carnes permaneceram entre os principais produtos exportados ao mercado chinês.
Empresas brasileiras como Vale (VALE3) continuaram expostas diretamente à demanda do país asiático.
Por que Jair Bolsonaro ficou inelegível?
Jair Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral em junho de 2023. O TSE analisou uma reunião realizada por Bolsonaro com embaixadores estrangeiros em julho de 2022.
Na ocasião, o então presidente fez críticas e alegações sobre o sistema eletrônico de votação. Por cinco votos a dois, o tribunal concluiu que Bolsonaro cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
A inelegibilidade foi estabelecida por oito anos, contados a partir das eleições de 2022. Em outubro de 2023, o TSE voltou a condená-lo em outro processo, relacionado ao uso eleitoral das comemorações do Bicentenário da Independência.
Por que Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF?
Em setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O tribunal concluiu, por maioria, que Bolsonaro integrou e liderou o núcleo responsável por ações voltadas a impedir a transição constitucional de poder.
Ele foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
A pena foi fixada em 27 anos e três meses de prisão, a maior entre os integrantes do chamado núcleo central julgados naquele processo.
Além da pena privativa de liberdade, os réus foram condenados solidariamente ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Bolsonaro negou ter participado de uma tentativa de golpe e sua defesa contestou a decisão durante o processo.
A última declaração patrimonial apresentada por Jair Bolsonaro em uma eleição nacional foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral em 2022. Naquele ano, declarou R$ 2.317.554,73 em bens.
O patrimônio informado incluía imóveis residenciais, veículo, aplicações financeiras, poupança e outros ativos. Em 2018, havia declarado aproximadamente R$ 2,29 milhões.
A proximidade nominal entre os valores não significa que o patrimônio tenha permanecido constante, porque bens declarados à Justiça Eleitoral normalmente aparecem pelos valores históricos de aquisição, e não obrigatoriamente pelo preço atual de mercado.
Também não há base pública suficiente para converter a declaração de 2022 em uma estimativa confiável do patrimônio líquido de Bolsonaro em 2026.
Por isso, o número mais seguro é apresentar o valor declarado oficialmente na última candidatura, com o devido contexto.
A família Bolsonaro manteve presença relevante na política brasileira mesmo depois do fim do mandato presidencial. Flávio Bolsonaro construiu carreira como deputado estadual e senador pelo Rio de Janeiro.
Carlos Bolsonaro teve longa trajetória na Câmara Municipal do Rio. Eduardo Bolsonaro foi eleito deputado federal por São Paulo em sucessivas eleições.
Michelle Bolsonaro também passou a desempenhar papel político relevante no PL depois de deixar o Palácio do Planalto.
A atuação dos familiares ajudou a manter o grupo politicamente organizado mesmo durante os processos judiciais enfrentados pelo ex-presidente.
Em 2026, Jair Bolsonaro permanece uma referência simbólica e eleitoral para parte da direita brasileira, embora esteja fora das disputas eleitorais por impedimentos judiciais.
Nascimento em Glicério: Jair Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955, no interior de São Paulo.
Carreira militar: formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977 e chegou ao posto de capitão.
Primeira eleição em 1988: conquistou seu primeiro cargo político como vereador do Rio de Janeiro.
Sete mandatos federais: permaneceu na Câmara dos Deputados entre 1991 e 2018.
Mais de 57 milhões de votos: venceu a eleição presidencial de 2018 com 57.797.847 votos no segundo turno.
Atentado em 2018: foi esfaqueado durante um evento de campanha em Juiz de Fora.
Primeiro presidente a perder uma tentativa de reeleição: em 2022, foi derrotado por Lula por 50,90% a 49,10%.
Duas decisões de inelegibilidade: o TSE o condenou em processos eleitorais distintos em 2023, mantendo o prazo de oito anos contado a partir de 2022.
Pena de 27 anos e três meses: essa foi a condenação fixada pelo STF em 2025 no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Patrimônio declarado de R$ 2,32 milhões: esse foi o valor informado ao TSE na candidatura de 2022.
Jair Bolsonaro construiu uma trajetória que começou no Exército, passou por quase três décadas na Câmara dos Deputados e culminou na Presidência da República entre 2019 e 2022.
Seu governo combinou uma agenda econômica liderada por Paulo Guedes com medidas como reforma da Previdência, autonomia formal do Banco Central e desestatização da Eletrobras.
O mandato também atravessou a pandemia de Covid-19 e foi marcado por debates intensos sobre política ambiental, segurança pública, preços de combustíveis e relação entre Executivo e demais instituições.
Bolsonaro perdeu a eleição presidencial de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral o declarou inelegível por oito anos, e uma segunda decisão eleitoral no mesmo ano manteve esse prazo.
Em 2025, o Supremo Tribunal Federal o condenou a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes analisados no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Em 2026, o ex-presidente cumpre pena em prisão domiciliar humanitária.
A última declaração patrimonial apresentada por Bolsonaro à Justiça Eleitoral, em 2022, registrava R$ 2,32 milhões em bens.
Mesmo afastado das urnas, ele permanece como uma das principais referências políticas da direita brasileira e continua exercendo influência sobre seu grupo político e familiares que ocupam ou disputam cargos eletivos.
Investidor10: sua plataforma de análise de investimentos, gestão de carteira, acompanhamento de dividendos e apoio ao Imposto de Renda.
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