Grandes investidores do Brasil: histórias e estratégias para se inspirar
Conheça 6 investidores que construíram patrimônio na bolsa brasileira: estratégias, carteiras e filosofias.
Publicado em 05/08/2026
Aos 30 anos, Max Van Hoegaerden Herrmann Telles já ocupa uma posição de destaque entre as pessoas mais ricas do Brasil.
Filho mais novo do empresário Marcel Herrmann Telles, Max recebeu do pai participações em alguns dos negócios ligados a uma das mais conhecidas sociedades empresariais brasileiras, construída por Marcel ao lado de Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.
Entre esses ativos está uma participação indireta na AB InBev (ABUD34), maior cervejaria do mundo e controladora da brasileira Ambev (ABEV3).
Mas quem é Max Van Hoegaerden Herrmann Telles? Qual é a origem da sua fortuna? Qual é sua relação com a Ambev e a AB InBev? E qual foi sua trajetória profissional antes de assumir parte do patrimônio do pai?
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, também conhecido como Max Telles, é um empresário e herdeiro brasileiro nascido em São Paulo, em novembro de 1995.
Ele é filho de Marcel Herrmann Telles e Bianka van Hoegaerden e irmão de Christian Van Hoegaerden Herrmann Telles.
Marcel é conhecido principalmente pela sociedade construída ao lado de Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.
Os três empresários estiveram por trás de uma série de negócios que marcaram o mercado brasileiro e internacional, passando por empresas como Brahma, Ambev e AB InBev e por investimentos realizados por meio da 3G Capital.
Max representa justamente uma nova etapa dessa história: a transferência de parte dos ativos acumulados pela geração de seu pai para seus sucessores.
Seu perfil, no entanto, é bastante diferente daquele normalmente associado a jovens bilionários conhecidos do grande público.
Max mantém uma vida discreta, concede poucas entrevistas e possui exposição pública limitada.
Segundo informações divulgadas pela Forbes, ele mora em Nova York, nos Estados Unidos. Em 2026, aos 30 anos, entrou no grupo dos dez maiores bilionários brasileiros.
O pai de Max é Marcel Herrmann Telles, um dos empresários brasileiros mais conhecidos no setor de bebidas e investimentos.
Marcel construiu grande parte da sua trajetória empresarial ao lado de Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira.
A história da sociedade remonta ao Banco Garantia, instituição que se tornou conhecida por sua cultura baseada em desempenho, participação nos resultados e formação de novos sócios.
Um dos movimentos mais importantes ocorreu quando o grupo ligado ao Garantia adquiriu o controle da Brahma no fim dos anos 1980.
Marcel assumiu papel particularmente importante na operação da cervejaria. A Brahma posteriormente se uniu à Antarctica, dando origem à Ambev em 1999.
Em 2004, a Ambev combinou suas operações com a belga Interbrew, formando a InBev. Em 2008, a companhia avançou sobre a norte-americana Anheuser-Busch, criando a Anheuser-Busch InBev, ou AB InBev (ABUD34).
Com isso, um negócio que tinha suas raízes na indústria cervejeira brasileira passou a fazer parte do maior grupo cervejeiro do mundo.
Foi justamente uma parcela dessa participação construída ao longo de décadas que posteriormente começou a ser transferida para Max.
Apesar de ter nascido em uma família bilionária, Max também passou por formação acadêmica e experiências profissionais antes de receber uma parcela muito maior do patrimônio familiar.
Ele estudou na Wake Forest University, nos Estados Unidos. A Forbes informa que Max concluiu um Bacharelado em Artes e teve Economia como formação secundária.
Sua formação nos Estados Unidos é coerente com o caráter internacional dos negócios da família.
Afinal, a AB InBev possui operações espalhadas pelo mundo, enquanto a 3G Capital se tornou conhecida por realizar grandes investimentos internacionais.
Além da universidade, Max acumulou experiências em instituições financeiras, consultorias e na própria indústria de bebidas.
A trajetória profissional conhecida de Max inclui passagens por empresas de diferentes segmentos.
Durante sua formação, participou de experiências de verão no Credit Suisse, na área de banco de investimento, e na consultoria Falconi.
Posteriormente, Max também participou do programa global de trainees da AB InBev (ABUD34) em Saint Louis, nos Estados Unidos.
A passagem pela própria cervejaria é especialmente relevante considerando que a AB InBev se tornaria a principal fonte de sua fortuna.
Segundo informações publicadas pela imprensa, a família possui uma política de preparação dos sucessores que permite aos herdeiros passar temporariamente pelas empresas relacionadas ao grupo para conhecer as operações.
Max também teve experiência no mercado financeiro. Informações públicas sobre sua trajetória apontam uma passagem pelo BTG Pactual Asset Management entre 2019 e 2022, com atuação em Nova York e Londres.
Sua trajetória profissional própria, portanto, existe, mas é importante fazer uma distinção.
A origem principal da sua fortuna está nas participações empresariais transferidas pelo pai.
A fortuna de Max Telles está diretamente relacionada ao processo de sucessão patrimonial de Marcel Telles.
No entanto, essa transferência não começou de uma única vez. Um movimento importante aconteceu ainda em 2017.
Naquele ano, Marcel transferiu ações da São Carlos Empreendimentos e Participações para seus dois filhos, Max e Christian.
A São Carlos era uma empresa de investimentos e gestão de imóveis ligada historicamente às famílias de Lemann, Sicupira e Telles.
Na operação, Marcel doou 4.812.690 ações para Max e a mesma quantidade para Christian, correspondentes, naquele momento, a 8,33% do capital da companhia para cada filho.
A operação foi realizada com reserva de usufruto vitalício dos direitos econômicos e políticos, mostrando que a transferência patrimonial estava sendo feita de forma planejada.
Mas a mudança que realmente colocou Max entre os grandes bilionários aconteceu com a participação relacionada à AB InBev (ABUD34).
No fim de 2023, tornou-se público que Marcel Telles iniciaria a transferência para Max de sua participação relacionada à AB InBev.
Na época, a participação foi avaliada em aproximadamente US$ 6 bilhões. A dimensão do negócio ajuda a explicar por que Max passou rapidamente a aparecer entre os maiores bilionários brasileiros.
Entretanto, a transferência não deve ser entendida simplesmente como Marcel entregando diretamente um grande bloco de ações da cervejaria ao filho.
A estrutura de controle da AB InBev envolve diferentes empresas e veículos societários. Documentos societários posteriores passaram a mostrar Max na cadeia de controle relacionada à participação brasileira na companhia.
Em 2026, documentos da própria estrutura societária já identificavam o controle final de um dos veículos relevantes da AB InBev sendo exercido conjuntamente por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Max Van Hoegaerden Herrmann Telles.
É uma mudança importante porque mostra que a sucessão ultrapassou uma simples expectativa de herança futura. Max já aparece formalmente em estruturas societárias ligadas a alguns dos principais ativos da família.
É comum encontrar o nome de Max associado à 3G Capital por causa da trajetória de seu pai. Entretanto, é importante evitar simplificações.
A gestora ficou conhecida por participar de grandes operações empresariais. Ao longo dos anos, o grupo esteve ligado a investimentos em empresas como Burger King, Heinz e outras companhias globais.
Max é herdeiro de Marcel e está envolvido no processo de sucessão patrimonial da família. Isso, porém, não significa que toda a história ou todo o patrimônio relacionado à 3G Capital tenha simplesmente sido transferido para ele.
A participação na AB InBev (ABUD34) é o componente mais conhecido e mais relevante publicamente na composição de sua fortuna.
De acordo com a Lista Forbes Bilionários Brasileiros 2026, Max Van Hoegaerden Herrmann Telles possui patrimônio estimado em: R$ 38,8 bilhões.
Com esse valor, ele aparece na 7ª posição entre os maiores bilionários do Brasil em 2026.
O avanço em relação ao ano anterior foi expressivo. Em 2025, a Forbes estimava sua fortuna em R$ 29,3 bilhões, quando Max ocupava a 11ª posição do ranking nacional.
Isso significa que, de acordo com as estimativas da publicação, seu patrimônio aumentou aproximadamente R$ 9,5 bilhões em um ano, uma alta de 32,42%.
O crescimento não significa que Max tenha recebido R$ 9,5 bilhões em dinheiro. Grande parte das fortunas de bilionários é formada por participações em empresas.
Quando o valor desses ativos sobe, o patrimônio estimado também aumenta. Da mesma maneira, quedas no preço das ações, mudanças cambiais e alterações nas avaliações das empresas podem reduzir a fortuna calculada.
Sim. Aos 30 anos, Max está entre os bilionários brasileiros mais jovens e possui uma fortuna muito superior à de diversos empresários com décadas de atuação.
Em 2025, ele já aparecia como o jovem bilionário brasileiro de maior patrimônio em levantamentos publicados pela imprensa.
No ano seguinte, seu crescimento patrimonial levou Max ao grupo dos dez brasileiros mais ricos, independentemente da idade.
Esse é um dos aspectos que tornam sua trajetória particularmente interessante. Max não fundou uma empresa bilionária ainda jovem, como acontece com alguns nomes ligados ao setor de tecnologia.
Ele é um herdeiro bilionário que passou a assumir participações de uma das maiores fortunas empresariais construídas no Brasil.
Christian Van Hoegaerden Herrmann Telles é o irmão de Max e também recebeu ativos durante o processo de sucessão patrimonial conduzido pelo pai.
Um exemplo ocorreu na transferência das ações da São Carlos em 2017. Naquela ocasião, Marcel dividiu igualmente entre os dois filhos as ações que destinou aos herdeiros.
Max e Christian receberam 4.812.690 ações cada um. A transferência relacionada à AB InBev (ABUD34), porém, ganhou características diferentes.
Foi Max quem passou a assumir a posição patrimonial do pai ligada à gigante mundial de bebidas. Essa decisão ajuda a explicar por que a fortuna atribuída a Max pela Forbes atingiu dezenas de bilhões de reais.
Christian, embora também participe do patrimônio familiar, não aparece com o mesmo patrimônio bilionário individual atribuído ao irmão nos rankings internacionais da Forbes.
A transferência faz parte de um processo mais amplo de sucessão familiar. Para famílias que possuem patrimônios bilionários e participações relevantes em empresas, sucessão não significa apenas decidir quem receberá os ativos após a morte dos fundadores.
É comum que o processo comece décadas antes. No caso das famílias de Lemann, Sicupira e Telles, essa preocupação é antiga.
Informações divulgadas pela imprensa apontam que os três empresários chegaram a estabelecer ainda em 2000 um acordo voltado à preparação da sucessão entre seus herdeiros.
A transferência das ações da São Carlos em 2017 já era uma demonstração concreta desse movimento.
Posteriormente, a transferência da participação relacionada à AB InBev para Max levou o processo a outro patamar.
Em vez de simplesmente receber patrimônio no futuro, a nova geração começa a aparecer nas próprias estruturas societárias que controlam os investimentos.
A resposta exige explicação, já que Max não controla sozinho a AB InBev. A companhia possui uma estrutura acionária complexa e diferentes grupos de acionistas.
Por outro lado, documentos societários recentes mostram Max inserido na cadeia de controle de uma das estruturas relevantes que participam do controle da cervejaria.
Documentos publicados em 2025 e 2026 indicam que o controle final da BRC, veículo relevante nessa estrutura, é exercido conjuntamente por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Max Telles.
Max também aparece como proprietário indireto de uma participação na S-BR Global por meio de uma cadeia de empresas. Essa estrutura demonstra a dimensão da transferência realizada por Marcel.
Max deixou de ser apenas um potencial sucessor para aparecer formalmente ao lado dos antigos sócios de seu pai em estruturas de controle ligadas à maior cervejaria do mundo.
A relação patrimonial de Max com o grupo de bebidas não deve ser reduzida a uma carteira pessoal de ações ABEV3 semelhante à de um investidor comum.
Sua posição está ligada a estruturas societárias e participações indiretas relacionadas ao controle da AB InBev e, consequentemente, ao grupo do qual a Ambev faz parte. Essa diferença é importante.
Um investidor pessoa física pode comprar algumas centenas ou milhares de ações da Ambev na B3.
No caso de Max, estamos falando de uma participação patrimonial estruturada por meio de empresas e veículos de investimento associados ao bloco controlador de um conglomerado global.
É justamente essa participação que explica grande parte de sua fortuna bilionária.
Quando a Forbes informa que Max possui R$ 38,8 bilhões, isso não significa que existam R$ 38,8 bilhões disponíveis em uma conta bancária.
Patrimônio líquido é uma estimativa do valor dos ativos pertencentes à pessoa, descontadas determinadas obrigações consideradas no cálculo.
No caso de grandes bilionários, uma parcela significativa desse patrimônio costuma estar ligada a:
No caso de Max, a principal fonte de riqueza apontada pela Forbes é o setor de cerveja, em razão de sua participação relacionada à AB InBev.
Por isso, sua fortuna pode variar significativamente sem que ele compre ou venda qualquer empresa.
Uma valorização das participações empresariais pode acrescentar bilhões ao patrimônio estimado. O contrário também pode acontecer.
A história de Max oferece um exemplo interessante de como grandes fortunas podem atravessar gerações.
Marcel Telles não esperou o fim da vida para começar a organizar sua sucessão. A transferência de ativos começou anos antes e envolveu diferentes empresas.
Ao mesmo tempo, o herdeiro passou por formação acadêmica e experiências profissionais em empresas do mercado financeiro, consultoria e na própria cervejaria.
Esse processo evidencia uma característica comum entre grandes famílias empresariais: sucessão patrimonial e sucessão empresarial não são necessariamente a mesma coisa.
Uma pessoa pode receber a propriedade econômica de ativos sem assumir a função executiva que era exercida pela geração anterior.
As informações públicas disponíveis ligam Max principalmente aos investimentos herdados de Marcel Telles.
Entre os nomes mais relevantes estão:
AB InBev: Principal fonte pública de sua fortuna e maior cervejaria do mundo.
Ambev: Companhia brasileira de bebidas pertencente ao universo empresarial da AB InBev e diretamente relacionada à história de Marcel Telles.
São Carlos Empreendimentos: Companhia na qual Max recebeu participação do pai durante o processo de sucessão iniciado anos antes.
3G Capital: Gestora historicamente associada a Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Carlos Sicupira e, consequentemente, à origem empresarial da fortuna familiar.
É necessário, entretanto, diferenciar associação familiar, participação societária e atuação executiva.
Max não deve ser automaticamente apresentado como fundador ou executivo de todas as empresas relacionadas aos negócios de seu pai.
Na lista de bilionários brasileiros de 2026 da Forbes, Max aparece na 7ª posição, com patrimônio de R$ 38,8 bilhões. O resultado chama atenção não apenas pelo valor.
Aos 30 anos, ele está cercado no ranking por empresários e investidores com trajetórias profissionais muito mais longas. Sua presença representa uma mudança geracional entre as maiores fortunas brasileiras.
Durante décadas, nomes como Marcel Telles, Jorge Paulo Lemann e Carlos Sicupira foram associados diretamente à construção de grandes patrimônios empresariais. Agora, parte dessa riqueza começa a aparecer oficialmente em nome de seus descendentes.
Max é um dos exemplos mais expressivos dessa transição.
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles é um empresário brasileiro, filho de Marcel Herrmann Telles e um dos principais herdeiros do patrimônio construído pela família por meio de investimentos que incluem a AB InBev.
Mais do que o valor da fortuna, sua trajetória chama atenção por representar uma mudança importante no comando patrimonial de uma das famílias empresariais mais influentes do país.
Marcel Telles fez parte da geração que transformou uma participação na Brahma em um império global de bebidas. Max pertence à geração seguinte.
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