Alexandre Birman: quem é e qual sua trajetória na Arezzo, Schutz e Azzas 2154

Conheça a histora de Alexandre Birman, empresário, designer e executivo do setor de moda conhecido pela criação da marca Schutz e pela liderança da Arezzo&Co e da Azzas 2154.

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Publicado em 21/02/2025 às 16:34h - Atualizado em 24/09/2026 às 15:53h Publicado em 21/02/2025 às 16:34h Atualizado em 24/09/2026 às 15:53h por Carlos Filadelpho
Saiba quem é Alexandre Birman, CEO da Azzas2154. Imagem: Divulgação | Edição com IA: Investidor10
Saiba quem é Alexandre Birman, CEO da Azzas2154. Imagem: Divulgação | Edição com IA: Investidor10

Quem é Alexandre Birman?

Alexandre Café Birman é um empresário e designer brasileiro, nascido em 1º de agosto de 1976, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Aos 50 anos, é um dos principais nomes do setor de moda e calçados no Brasil.

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É fundador da Schutz e da marca de luxo Alexandre Birman, além de ter liderado por mais de uma década a Arezzo&Co, companhia criada a partir dos negócios desenvolvidos pela família Birman no mercado de calçados.

Atualmente, Alexandre é diretor-presidente e diretor de operações da Azzas 2154, companhia formada pela combinação entre Arezzo&Co e Grupo Soma, além de integrar seu Conselho de Administração e permanecer como um de seus principais acionistas.

Qual é a história de Alexandre Birman?

Alexandre Birman cresceu em uma família que já estava inserida na indústria de calçados. Seu pai, Anderson Birman, fundou a Arezzo em 1972, ao lado do irmão Jefferson Birman, criando em Belo Horizonte o negócio que daria origem a uma das principais marcas do setor no Brasil.

Essa proximidade fez com que Alexandre tivesse contato com desenvolvimento de produto, produção e varejo desde jovem.

Em vez de entrar no negócio apenas depois da formação acadêmica, passou parte da adolescência acompanhando a rotina da indústria e conhecendo diferentes etapas da fabricação de calçados.

Aos 19 anos, decidiu criar uma marca própria depois de retornar de uma feira internacional de calçados na Itália com ideias de materiais e produtos que não se encaixavam naquele momento na estratégia da Arezzo.

Em 1995, nasceu a Schutz, inicialmente com uma linha masculina e posteriormente reposicionada para o público feminino. A empresa cresceu de forma independente até 2007, quando Schutz e Arezzo foram reunidas em uma mesma estrutura.

A combinação deu origem à Arezzo&Co, que nos anos seguintes adicionaria novas marcas, abriria capital na Bolsa e ampliaria sua presença para diferentes segmentos da moda.

Alexandre assumiu a presidência executiva da Arezzo&Co em 2013. Sob sua gestão, a companhia intensificou a internacionalização, ampliou investimentos digitais e passou a utilizar aquisições como uma das ferramentas para entrar em novos segmentos.

Em 2024, a combinação entre Arezzo&Co e Grupo Soma criou a Azzas 2154, reunindo marcas de calçados e vestuário como Arezzo, Schutz, Farm, Hering, Animale, Reserva e outras. Alexandre passou a comandar a nova companhia como CEO.

Em setembro de 2026, os blocos acionistas liderados por Alexandre Birman e Roberto Jatahy apresentaram um acordo para reorganizar a Azzas em duas companhias abertas independentes, recuperando os nomes Arezzo&Co e SOMA.

Formação e início da carreira

Alexandre Birman é formado em Administração de Empresas pela Universidade FUMEC, em Belo Horizonte, e também participou do Owners and President Management Program, da Harvard Business School.

A formação empresarial ocorreu paralelamente ao contato com a indústria de calçados. Ainda jovem, acompanhava a operação da Arezzo e frequentava fábricas, fornecedores e feiras internacionais, experiência que aproximou sua formação administrativa do desenvolvimento de produtos.

A moda internacional também teve influência importante no início de sua carreira. Aos 19 anos, durante uma feira de calçados na Itália, encontrou referências de design, materiais e tecnologias que acreditava que poderiam ser exploradas no Brasil.

Ao retornar, apresentou algumas das ideias ao pai, mas os produtos não correspondiam ao posicionamento que a Arezzo pretendia seguir naquele momento. A divergência abriu espaço para que Alexandre desenvolvesse sua própria marca.

Em julho de 1995, fundou a Schutz. Inicialmente, a companhia trabalhou com calçados masculinos, mas Alexandre percebeu que havia mais espaço para construir uma marca feminina ligada a moda, comportamento e tendências internacionais.

A mudança de direção passou a definir o posicionamento da Schutz. Além da experiência dentro da família, Alexandre teve pequenas iniciativas empresariais durante a juventude.

Uma delas foi a criação de um estacionamento, usando capital emprestado pelo pai, experiência que antecedeu a construção da Schutz e reforçou seu interesse por negócios próprios.

Qual a trajetória profissional de Alexandre Birman?

A trajetória profissional de Alexandre Birman passou de fundador de uma marca de calçados para executivo responsável pela construção e gestão de uma plataforma de empresas de moda.

Ao longo desse processo, participou da criação de marcas, fusões, aquisições, licenciamentos internacionais e da expansão da Arezzo&Co para além de seu mercado original.

Schutz

A Schutz foi o primeiro grande negócio criado por Alexandre Birman. Fundada em 1995, a marca nasceu como uma operação independente da Arezzo e permitiu que o empresário desenvolvesse uma identidade própria dentro de um setor no qual sua família já possuía experiência.

Depois da mudança do foco masculino para o feminino, a Schutz passou a investir em produtos mais conectados a tendências internacionais, trabalhando com lançamentos frequentes e uma comunicação voltada à moda.

A estratégia começou a gerar resultados também fora do país. Em 2001, a empresa recebeu um grande pedido da varejista canadense Aldo, ampliando as exportações e reforçando a possibilidade de transformar a Schutz em uma marca internacional.

Nos anos seguintes, o negócio ganhou escala no Brasil e passou a atuar também com bolsas e acessórios.

A Schutz acabou se tornando um dos principais ativos da carreira de Alexandre e uma das marcas que posteriormente sustentariam a formação da Arezzo&Co.

Arezzo&Co

Em 2007, Arezzo e Schutz foram reunidas dentro de uma mesma estrutura empresarial, formando a Arezzo&Co. Naquele período, a Tarpon Investimentos também entrou no capital da companhia, contribuindo para uma etapa de profissionalização e expansão.

A estratégia do grupo passou a trabalhar com marcas diferentes para públicos e ocasiões de consumo distintos.

Em 2008, surgiu a Anacapri, direcionada principalmente a calçados casuais e sem salto. Pouco depois, Alexandre lançou a grife que leva seu próprio nome, voltada ao segmento de luxo e ao mercado internacional.

Outro marco aconteceu em 2011, quando a Arezzo&Co realizou sua abertura de capital na B3.

A oferta movimentou aproximadamente R$ 502,9 milhões entre parcelas primária e secundária, permitindo que a companhia avançasse em sua estrutura de governança e acesso ao mercado de capitais.

Alexandre assumiu a presidência executiva em 2013. A partir daí, a estratégia passou a combinar expansão das marcas existentes, crescimento internacional e criação de novas frentes de negócio.

Em 2019, a Arezzo&Co tornou-se distribuidora da Vans no Brasil, operação que ampliou sua presença para tênis, vestuário e um público diferente daquele tradicionalmente ligado às marcas femininas do grupo.

Para o investidor, essa fase também marcou a transformação da Arezzo de uma companhia essencialmente calçadista em uma plataforma mais ampla de marcas de moda.

Alexandre Birman

A grife Alexandre Birman foi criada em 2008 e desenvolvida para atuar em uma faixa mais alta do mercado de calçados femininos.

O objetivo era construir uma marca internacional baseada em design, produção artesanal e posicionamento de luxo.

A estratégia levou os produtos a varejistas internacionais como Bergdorf Goodman e Saks Fifth Avenue, além de ampliar a presença do nome Birman entre celebridades e profissionais da indústria de moda.

A marca também ajudou a transformar Alexandre de executivo conhecido principalmente no Brasil em um designer com reconhecimento internacional.

Ele recebeu o Vivian Infantino Emerging Talent Award, foi citado entre os principais designers pela Footwear News, tornou-se membro do Council of Fashion Designers of America, o CFDA, e recebeu o título de Designer of the Year da FFANY em 2017.

A atuação internacional também influenciou outras marcas da companhia, especialmente Schutz e Arezzo.

Em 2026, as três operações continuavam desenvolvendo suas estruturas comerciais e digitais nos Estados Unidos, um dos principais mercados externos do grupo.

Reserva e a expansão para vestuário

Um dos movimentos mais importantes da administração de Alexandre aconteceu em 2020, com a aquisição do Grupo Reserva.

Até então, Arezzo&Co permanecia fortemente associada a calçados e acessórios. A Reserva ofereceu uma entrada imediata em vestuário masculino e permitiu acelerar a diversificação sem criar uma operação do zero.

A transação avaliou o Grupo Reserva em aproximadamente R$ 715 milhões. A companhia passou a reunir marcas como Reserva, Reserva Mini, Oficina e Reserva Go, formando a unidade AR&CO.

Alexandre descreveu posteriormente a operação como parte de uma estratégia de expansão em torno do negócio principal. Em vez de abandonar o setor de origem, a companhia ampliaria gradualmente sua atuação para categorias próximas e marcas complementares.

Nos anos seguintes, a Arezzo&Co também incorporou negócios como Carol Bassi e Vicenza, além de adquirir a grife italiana Paris Texas.

Azzas 2154

Em 2024, a trajetória de Alexandre ganhou uma nova dimensão com a combinação entre Arezzo&Co e Grupo Soma.

O negócio reuniu dois dos principais grupos brasileiros de moda e formou a Azzas 2154, companhia que passou a negociar suas ações na B3 pelo ticker AZZA3.

O portfólio combinou marcas de calçados, bolsas, roupas e acessórios, reunindo nomes como Arezzo, Schutz, Farm, Hering, Animale, Reserva, Anacapri, Vans, NV e Maria Filó.

Atualmente, a Azzas se apresenta como o maior grupo de moda da América Latina, com mais de 2 mil lojas, presença em milhares de pontos multimarcas e receitas superiores a R$ 12 bilhões.

Alexandre assumiu a função de diretor-presidente da companhia, conciliando a integração de operações muito diferentes com o desafio de preservar a identidade de cada marca.

A união, entretanto, entrou em uma nova fase em 2026. Em setembro, Alexandre Birman e Roberto Jatahy anunciaram um acordo vinculante para separar a Azzas 2154 em duas companhias abertas independentes.

A futura Arezzo&Co, liderada pelo bloco Birman, deverá concentrar as operações de Shoes & Bags, incluindo Arezzo, Schutz, Anacapri, Vans e Carol Bassi, além de Hering e suas extensões. A companhia também deverá deter 57,4% da estrutura responsável pela Farm Rio.

A SOMA ficará ligada ao bloco Jatahy e reunirá marcas como Animale, NV, Maria Filó, Cris Barros, Reserva, Oficina e Foxton, além de 42,6% da companhia da Farm.

O movimento representa mais uma etapa na carreira de Alexandre e aproxima novamente seu papel executivo do núcleo empresarial desenvolvido a partir de Arezzo e Schutz.

Como Alexandre Birman começou a investir?

A atuação de Alexandre Birman como investidor começou principalmente dentro do empreendedorismo, e não por meio de uma carteira pública de ativos financeiros.

Seu primeiro grande investimento foi a própria Schutz, criada aos 19 anos e desenvolvida durante mais de uma década antes de se unir à Arezzo.

Com a formação da Arezzo&Co, Alexandre passou a participar de decisões de alocação de capital em escala maior.

O crescimento inicialmente esteve concentrado na criação de marcas e expansão de lojas, mas a companhia posteriormente incorporou aquisições e parcerias como instrumentos de entrada em novos mercados.

A Reserva representou um caso importante. Em vez de construir uma operação de vestuário masculino partindo do zero, a Arezzo&Co adquiriu uma marca já estabelecida, com consumidores, canais de distribuição e liderança própria.

O mesmo raciocínio foi aplicado em outras operações de M&A. Ao longo dos anos, Alexandre passou a combinar desenvolvimento interno, aquisições e licenciamentos para ampliar a presença da companhia sem abandonar completamente o núcleo de moda e consumo.

Qual é a estratégia de investimento de Alexandre Birman?

A estratégia empresarial defendida publicamente por Alexandre Birman parte do crescimento orgânico, complementado por aquisições quando elas permitem entrar mais rapidamente em segmentos estratégicos.

Em entrevistas, o executivo já explicou que a Arezzo não nasceu com uma estratégia baseada em comprar empresas. A essência da companhia sempre esteve no desenvolvimento interno das marcas, enquanto o M&A ganhou importância conforme surgiram oportunidades de expansão.

Birman definiu essa expansão como uma espécie de “espiral em torno do core”.

A companhia começou com calçados femininos, passou para bolsas e tênis e, posteriormente, avançou para vestuário, marcas internacionais e outros segmentos relacionados à moda.

Outro elemento recorrente de sua gestão é a disciplina financeira.

Alexandre herdou do pai uma forte preocupação com caixa e utiliza esse princípio na condução do negócio, principalmente durante períodos de crise ou de expansão mais acelerada.

A internacionalização também faz parte da estratégia.

Schutz e Alexandre Birman funcionaram como os principais veículos iniciais dessa expansão, especialmente nos Estados Unidos, permitindo testar produtos, canais digitais e posicionamento em mercados mais competitivos.

Em 2026, diante das mudanças tarifárias que afetaram exportações brasileiras para os Estados Unidos, Birman também passou a avaliar fontes alternativas de produção para preservar competitividade, mostrando uma estratégia que combina marca brasileira com flexibilidade de sourcing.

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Quais são os principais negócios e investimentos de Alexandre Birman?

A principal participação empresarial de Alexandre Birman está atualmente ligada à Azzas 2154, na qual possui aproximadamente 10,4% do capital e integra o bloco de controle.

A Schutz ocupa um papel especial por ter sido a primeira grande companhia criada diretamente por ele. A marca continua sendo uma das principais operações de calçados e acessórios do grupo e permanece diretamente associada à sua trajetória.

A Arezzo, embora fundada por seu pai, representa o principal negócio familiar liderado por Alexandre ao longo da última década. Foi dentro dela que ocorreram o IPO, a diversificação de marcas e a expansão para novas categorias.

A grife Alexandre Birman representa sua atuação no segmento de luxo e sua aproximação com o mercado internacional.

Também são relevantes os investimentos realizados durante sua administração em empresas e marcas como Reserva, Carol Bassi, Vicenza e Paris Texas, além da parceria para operação da Vans no Brasil.

A Azzas 2154 reúne atualmente 28 marcas, segundo a apresentação institucional mais recente do grupo.

Com a reorganização anunciada em 2026, parte desses ativos deverá ser novamente separada.

A nova Arezzo&Co liderada pelo bloco Birman deverá concentrar principalmente Arezzo, Schutz, Anacapri, Vans, Carol Bassi e Hering, além de participação majoritária na estrutura que reunirá a Farm Rio.

Qual é o patrimônio de Alexandre Birman?

Segundo a Forbes Brasil, o patrimônio de Alexandre Café Birman foi estimado em aproximadamente R$  2 bilhões, tendo como principal origem patrimonial sua participação na Azzas 2154.

Naquele ranking, o empresário aparecia entre os bilionários brasileiros ligados ao setor de moda e varejo.

Além de sua atuação executiva, Alexandre possui participação relevante na companhia que administra.

Em 2026, documentos societários indicavam uma participação próxima de 10,4% do capital da Azzas 2154.

A estimativa patrimonial pode variar ao longo do tempo conforme o valor das participações empresariais e outros ativos ligados ao executivo.

Curiosidades sobre Alexandre Birman

  • Cresceu dentro do setor de calçados: desde jovem acompanhava a rotina das fábricas e o desenvolvimento dos produtos da Arezzo.

  • Criou a Schutz aos 19 anos: a ideia surgiu depois de uma feira internacional de calçados na Itália.

  • A Schutz começou masculina: a marca migrou posteriormente para o público feminino, segmento no qual construiu sua maior relevância.

  • Transformou o próprio nome em uma marca: a grife Alexandre Birman foi criada para atuar no mercado internacional de luxo.

  • É membro do CFDA: integra o Council of Fashion Designers of America desde 2013.

  • Recebeu premiações internacionais de design: entre elas estão o Vivian Infantino Emerging Talent Award e o reconhecimento de Designer of the Year da FFANY.

  • Também é acionista da companhia que administra: em 2026, possuía aproximadamente 10,4% da Azzas 2154.

  • Volta ao nome Arezzo&Co em uma nova fase: a reorganização anunciada em 2026 previa que a companhia liderada pelo bloco Birman voltasse a utilizar a marca corporativa Arezzo&Co.

Conclusão

A trajetória de Alexandre Birman está diretamente ligada à evolução da indústria brasileira de calçados e moda, com destaque para a criação da Schutz e a expansão da Arezzo&Co.

Ao longo da carreira, passou de fundador de uma marca própria a executivo responsável por um portfólio que avançou para vestuário, luxo e operações internacionais.

Atualmente, lidera a Azzas 2154, companhia que reúne algumas das principais marcas brasileiras de moda e prepara uma nova reorganização societária.

Com a futura separação da Azzas, Birman deverá voltar a liderar uma Arezzo&Co independente, agora com um portfólio mais amplo do que aquele existente antes da união com o Grupo Soma.

Sua atuação permanece concentrada na construção de marcas, expansão empresarial e internacionalização da moda brasileira.

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