A
Usiminas (USIM5) encerrou o 1T26 (1º trimestre de 2026) com lucro líquido de R$ 896 milhões, resultado que representa uma queda de 8% em relação ao mesmo período anterior.
Apesar do recuo anual, o desempenho da companhia revela sinais de recuperação operacional em comparação com o trimestre imediatamente anterior, impulsionado principalmente pela melhora nos resultados da siderurgia.
Desempenho financeiro e operacional
A receita líquida consolidada somou R$ 5,871 bilhões no período, mantendo a trajetória de leve retração ao longo dos últimos trimestres. Ainda assim, a empresa registrou avanço relevante no Ebitda ajustado, que atingiu R$ 653 milhões, alta de 56% frente ao quarto trimestre de 2025, refletindo ganhos operacionais e melhora de margens.
O desempenho foi puxado sobretudo pela divisão de siderurgia. O Ebitda ajustado do segmento alcançou R$ 544 milhões, um salto expressivo de 140% na comparação trimestral. Esse avanço foi sustentado por fatores como melhora no preço médio do aço, redução de custos por tonelada e maior eficiência operacional. A receita líquida por tonelada também apresentou crescimento de 4,9%, enquanto o custo de produção por tonelada caiu 1,8%.
Queda nos volumes e pressão na mineração
Mesmo com a melhora operacional, o volume de vendas apresentou retração. As vendas de aço totalizaram 1,0 milhão de toneladas, queda de 7% em relação ao trimestre anterior. Já o volume de minério de ferro comercializado somou 1,9 milhão de toneladas, recuo ainda mais acentuado, de 20% na mesma base de comparação.
Na mineração, os números indicam um cenário mais desafiador. O Ebitda ajustado do segmento foi de R$ 111 milhões, com redução significativa em relação ao trimestre anterior, acompanhando a queda nos volumes e na receita líquida da operação.
Estrutura financeira e investimentos
No campo financeiro, a companhia manteve uma estrutura de capital considerada sólida. A Usiminas encerrou o trimestre com baixa alavancagem e posição de caixa robusta, registrando relação dívida líquida/Ebitda negativa em -0,20x. O fluxo de caixa livre, porém, foi negativo em R$ 120 milhões no período, refletindo variações no capital de giro e investimentos realizados.
Os investimentos somaram R$ 285 milhões no trimestre, com foco em projetos de competitividade, eficiência operacional e sustentabilidade. Entre as iniciativas em andamento estão melhorias em coquerias, ampliação da injeção de carvão pulverizado e projetos voltados à eficiência energética e redução de emissões.