TSE confirma expulsão de Aldo Rebelo e amplia crise no Democracia Cristã

Sigla aposta em Joaquim Barbosa para disputar eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Publicado em 27/05/2026 às 17:14h Publicado em 27/05/2026 às 17:14h por Wesley Santana
Aldo Rebelo foi ministro de Estado, além de deputado federal por vários mandatos (Imagem: Shutterstock)
Aldo Rebelo foi ministro de Estado, além de deputado federal por vários mandatos (Imagem: Shutterstock)

Nesta quarta-feira (27), a Justiça Eleitoral confirmou a expulsão de Aldo Rebelo do quadro de colegiados do Democracia Cristã. A decisão do partido veio depois que o político se negou a deixar a pré-candidatura à Presidência da República.

Rebelo já havia sido confirmado pela sigla para concorrer ao Planalto, mas foi substituído pelo ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. Mesmo com a decisão do partido, Aldo manteve a pré-candidatura, abrindo uma crise interna dentro do DC.

A decisão do TSE confirma a estratégia do partido, que quer ter um candidato para fazer frente a uma disputa eleitoral que já se mostra polarizada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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“É uma campanha clandestina, sem que o pretenso candidato tenha se manifestado. Minha impressão é que ele não será candidato. Eu já vi esse filme antes no PSB, um partido com muito mais estrutura. E ele se filiou e depois desistiu”, disse Rebelo em entrevista ao Estadão.

No entanto, o DC afirma que a substituição ocorreu pela performance de Rebelo nas pesquisas eleitorais. Segundo a sigla, a pré-candidatura tinha um período de teste de três meses, quando a adesão de seu nome seria avaliada.

Aldo, por sua vez, diz que vai recorrer da decisão do TSE, ressaltando que, se houvesse qualquer obstáculo à presença de sua pré-candidatura, o caminho seria judicializar a questão. “Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil, ancorado na minha biografia sem mácula e na minha experiência na administração pública e no Congresso”, afirmou o ex-ministro da Defesa do governo Dilma.