A menos de uma semana para o encerramento das Eleições 2026, o mercado também precificava nesta terça-feira (20), sob as taxas oferecidas pelo
Tesouro Direto, suas expectativas para a condução das contas públicas a partir do próximo mandato presidencial, no começo de 2027.
A própria curva futura de juros brasileira negociava em patamar bem mais brando ao refletir o cenário de favoritismo do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro), que ainda aparece na frente do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em nova rodada de pesquisas de intenções de votos.
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Enquanto as taxas dos contratos DIs (Depósitos Interfinanceiros) com vencimento para janeiro de 2029 caíam de 12,65% na véspera para os atuais 12,53%, os juros compostos do
Tesouro Prefixado 2029 cediam de 12,83% ao ano para 12,63% ao ano, respectivamente.
Inclusive, a rentabilidade do
Tesouro Prefixado 2032 perdeu o patamar psicológico dos 13% ao ano. Na véspera, tal título de renda fixa pagava 13,04% ao ano e agora remunerava 12,81% ao ano. Em consequência, o seu preço unitário se valorizou acima de 1% só nas últimas 24 horas na marcação a mercado, saindo de R$ 530,84 para R$ 536,71.
Diferente da euforia inicial logo após o 1º turno das Eleições 2026, as taxas longas no Tesouro Direto registravam recuos mais contidos nesta terça-feira, caso dos rendimentos do
Tesouro Renda+ 2065, cuja variação desde a véspera foi de
IPCA+ 6,70% ao ano para
IPCA+ 6,63% ao ano. Quando que houve registro de
ganhos de até 22% em um único pregão, as taxas retrocederam mais de 20 pontos-base.
Para além das questões domésticas, o recuo das taxas do Tesouro Direto hoje encontrava respaldo no alívio pontual dos títulos do governo dos Estados Unidos, à medida que crescem as apostas de que o Federal Reserve manterá a taxa básica de juros americana inalterada na próxima semana.