Era de se esperar que as taxas oferecidas no
Tesouro Direto nesta quinta-feira (6) operassem em queda, seguindo a redução da
taxa Selic de 14,25% ao ano para 14,25% ao ano.
Contudo, os investidores de
renda fixa se depararam com rendimentos subindo e prejuízo na marcação a mercado batendo à porta, especialmente no caso dos prefixados.
Só o
Tesouro Prefixado 2032 viu a sua remuneração saltar de 14,30% ao ano, patamar anterior à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), para os atuais 14,46% ao ano.
Por sua vez, o preço unitário do título de renda fixa se depreciou de R$ 487,91 para R$ 484,52 nas últimas 24 horas. Ou seja, houve um prejuízo ao redor de -1% na marcação a mercado.
"Ainda que o Banco Central tenha deixado a porta aberta para cortes da
taxa Selic, pela primeira vez também apontou para o fundo do poço do ciclo, que manterá uma restrição adequada dos juros para a convergência da inflação à meta", comenta Étore Sanchez, economista-chefe da corretora Ativa Investimentos.
Em outras palavras, o economista quer dizer que o Banco Central já não encontra tanto espaço para baixar a taxa básica de juros daqui em diante como imaginava anteriormente, dadas as incertezas econômicas globais e a própria situação fiscal brasileira preocupante.