A
taxação dos dividendos já rendeu R$ 1,5 bilhão para o governo federal, segundo os dados de arrecadação da Receita Federal.
💰 O governo federal voltou a taxar lucros e
dividendos em janeiro de 2026, para compensar o aumento da faixa de isenção do
IR (Imposto de Renda) para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
A medida fez muitas empresas distribuírem dividendos extraordinários no final de 2025, para tentar escapar da taxação. Por isso,
derrubou o pagamento de proventos e não gerou muitas receitas para o governo no começo de 2026.
A arrecadação com a taxação dos lucros e dividendos só ganhou força a partir de março, na medida em que as empresas retomaram a distribuição de proventos. Com isso, bateu a marca de R$ 1,5 bilhão em maio.
Veja quanto o governo arrecadou com a taxação dos lucros e dividendos em 2026.
- Janeiro: R$ 5,48 milhões;
- Fevereiro: R$ 151,77 milhões;
- Março: R$ 308,11 milhões;
- Abril: R$ 423,72 milhões;
- Maio: R$ 653,77 milhões;
- Total: R$ 1,542 bilhão.
Governo esperava mais
📊 Apesar de ter começado a ganhar tração, a taxação dos dividendos ainda está bem aquém do projetado pelo governo federal.
O Executivo espera arrecadar cerca de R$ 30 bilhões com a medida em 2026, para compensar as receitas que deixaram de ser entrar a partir da atualização da tabela do Imposto de Renda.
Vale ressaltar que a taxação é de 10% e só vale para os dividendos que superam os R$ 50 mil por mês, além dos lucros e dividendos enviados ao exterior. Por isso, só atinge os grandes investidores, segundo o governo.
Além disso, o Executivo estabeleceu uma alíquota mínima de 10% de IR para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês (ou seja, R$ 600 mil por ano).