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Quando o Ibovespa atingiu a máxima histórica de 137.469 pontos ao final de agosto, a expectativa era de que a bolsa brasileira continuasse batendo recordes nesta reta final do ano. O que vem acontecendo, no entanto, é o oposto.
📉 O Ibovespa já caiu mais de 5% desde então, pressionado pela recente alta dos juros e da percepção de risco fiscal. E 52 das 86 ações que compõem o índice recuaram até mais, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. A Brava Energia (BRAV3), por exemplo, derreteu 36,5% entre 28 de agosto e a última sexta-feira (11).
De acordo com o estudo, apenas 15 ações do Ibovespa conseguiram escapar do tombo nesse período. O destaque é das companhias ligadas à mineração e siderurgia, como Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3), que vêm sendo impulsionadas nos últimos dias pelo pacote de estímulos econômicos anunciado pela China.
💲 O Ibovespa bateu recordes sucessivos no final de agosto, chegando à máxima histórica de 137.469 pontos no dia 28, em meio à expectativa pelo corte dos juros nos Estados Unidos. Contudo, depois disso, passou a ser pressionado por fatores domésticos.
"Houve uma piora no ambiente fiscal, diante da possibilidade de que o arcabouço fiscal não seja cumprido, e também na curva de juros", lembrou o responsável pela mesa de renda variável da Convexa, João Vitor Saccardo.
"Esperava-se que os juros também continuassem caindo aqui no Brasil, mas agora a possibilidade é de que suba até 12,5% ou talvez 13%, devido à piora nas expectativas de inflação. Isso fez com que a curva de juros subisse, o que penaliza as empresas", explicou
Segundo o analista, esse cenário prejudica sobretudo as empresas mais ligadas à economia doméstica e as que têm uma dívida alta. Não à toa, varejistas como Magazine Luiza (MGLU3) e Carrefour (CRFB3) e empresas de alta alavancagem como a Azul (AZUL4) aparecem na lista das ações que mais caíram desde 28 de agosto.
A maior desvalorização, no entanto, é da Brava Energia (BRAV3), que vem sofrendo diante de desafios próprios, como a parada na produção do Campo de Papa Terra. Entenda aqui a situação da empresa.
Diante desse cenário, o mercado tem revisto novamente as expectativas para o Ibovespa em 2024. A XP, por exemplo, havia elevado a projeção para o índice para 155 mil pontos depois dos recordes de agosto, mas baixou essa projeção para 150 mil pontos no final de setembro. O número, contudo, ainda implica um potencial de alta de quase 15% em relação aos atuais 130 mil pontos.
João Vitor Saccardo, da Convexa, concorda que ainda há espaço para a bolsa brasileira se recuperar em 2024, mas diz que isso depende de uma melhora da percepção de risco fiscal e da curva de juros, o que seria possível, por exemplo, com um corte de gastos do governo. Afinal, lembra o analista, o cenário externo segue positivo para o Brasil, já que o corte dos juros americanos favorece mercados emergentes e o Brasil ainda é beneficiado pelos estímulos à economia chinesa.
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