👨💼 A companhia ferroviária anunciou nesta segunda-feira (22) a saída do CEO, Pedro Palma, e informou que a posição será ocupada de forma interina por Daniel Rockenbach.
Pedro Palma ocupava a presidência da Rumo há pouco mais de dois anos e nesse domingo (21) usou as redes sociais para celebrar a entrega de mais um projeto da empresa no Mato Grosso.
O executivo poderia ficar no cargo até 2028. Ainda assim, a Rumo não explicou o motivo da saída antecipada do CEO, nem deu detalhes do processo de escolha do novo presidente.
Em comunicado, disse apenas que a mudança entra em vigor no próximo dia 20 de julho. Além disso, lembrou que Daniel Rockenbach está na empresa há 15 anos e atualmente comanda uma das suas principais concessões, a Malha Sul.
Mercado aprova mudança
O mercado aprovou o nome escolhido para comandar a Rumo nesta nova fase, ainda que de forma interina.
Em relatório, o Santander destacou que Rockenbach tem mais de 25 anos de experiência no mercado ferroviário e logístico.
"A vasta experiência do Daniel no setor ferroviário e o seu conhecimento das operações da empresa e da dinâmica dos clientes deverão, na nossa opinião, reforçar a estratégia global da empresa", afirmou.
As ações da Rumo chegaram a subir mais de 1% na abertura do mercado nesta segunda-feira (22), após a troca de comando. Porém, mudaram de rumo e passaram a cair ainda durante a manhã.
Cosan avalia reduzir posição na Cosan
🔎 A mudança no comando da Rumo ocorre em meio à possível redução da participação de 20,33% da Cosan na empresa.
Em um comunicado publicado no início de junho, a holding disse que avalia constantemente a eventual alienação de participação em suas investidas, mas ressaltou que ainda não havia uma definição sobre o assunto.
"A prioridade estratégica permanece voltada à desalavancagem e à simplificação da estrutura da Companhia, não havendo qualquer discussão sobre o seu término ou dissolução nos órgãos de governança", disse, à época.
De acordo com a empresa, a operação permitiu reduzir o volume e alongar o prazo médio da sua dívida, trazendo maior eficiência financeira para o balanço.
Ainda assim, a Cosan disse que seguia avaliando alternativas para o pré-pagamento de passivos financeiros e otimização de sua estrutura de capital.