Renda fixa em dólar paga muito em 2026 e mercado já tem a sua favorita

Grandes gestoras de fortunas em Wall Street preferem os títulos de renda fixa com vencimento curto.

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Publicado em 22/07/2026 às 17:16h Publicado em 22/07/2026 às 17:16h por Lucas Simões
Taxas da renda fixa em dólar estão em alta, favorecendo títulos curtos (Imagem: Shutterstock)
Taxas da renda fixa em dólar estão em alta, favorecendo títulos curtos (Imagem: Shutterstock)
Que o Brasil é a terra da renda fixa, a maioria dos investidores já sabe, mas o ano de 2026 tem mantido a chamada renda fixa global tão atrativa quanto, com destaque para os títulos do governo dos Estados Unidos, cujos rendimentos estão em níveis elevadíssimos similares ao período pré-crise financeira de 2008.
Para se ter uma ideia, os rendimentos dos títulos do governo americano (treasury bonds), com vencimento em 30 anos, pagam atualmente taxa fixa de 5,15% ao ano, um cenário que encarece bastante os contratos de hipotecas e financiamentos de longo prazo. Antes da pandemia, os mesmos treasuries bonds remuneravam apenas 1,36% ao ano.
Embora novos aportes pareçam bastante atrativos em títulos com vencimento no longo prazo, semelhante à tentação vivida em nosso Tesouro Direto, cujas taxas oscilam entre IPCA+ 7% e IPCA+ 8% ao ano, os grandes investidores institucionais preferem a renda fixa em dólar com vencimento mais curto.
A BlackRock (BLK), que administra a maior fortuna do mundo (US$ 15,1 trilhões) em nome de seus clientes, já declarou em 2026 que mantém posições compradas em títulos do governo americano com vencimentos de curto e médio prazo, citando a categoria como a detentora da melhor relação de risco-retorno.
Afinal de contas, em cenário de subida das taxas, são os títulos de longo prazo que sofrem fortes prejuízos na marcação a mercado, enquanto os títulos curtos têm impactos marginais e capturam o momento de juros compostos recordes. 
Olhando para os rendimentos postos na mesa, os treasuries bonds com vencimento em 2 anos exibem taxas de 4,30% ao ano nesta quarta-feira (22), o maior patamar em 2026 e apenas levemente abaixo do pico visto em setembro de 2023, quando tal tipo de renda fixa em dólar remunerava 5,12% ao ano. 

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