Receita Federal libera maior lote de restituição do IR da história nesta sexta

Mais de 8,7 milhões de contribuintes recebem juntos cerca de R$ 16 bilhões.

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Publicado em 29/05/2026 às 13:43h Publicado em 29/05/2026 às 13:43h por Wesley Santana
Restituição é depositada àqueles que pagaram mais que o devido no ano anterior (Imagem: Shutterstock)
Restituição é depositada àqueles que pagaram mais que o devido no ano anterior (Imagem: Shutterstock)

A Receita Federal liberou, na manhã desta sexta-feira (29), o maior lote de restituição de Imposto de Renda da história. No total, o órgão depositou na conta dos beneficiários cerca de R$ 16 bilhões, conforme nota divulgada.

O órgão ressaltou que 8,7 milhões de contribuintes estão incluídos neste lote, referente à declaração de IR de 2026. Esse é o primeiro dos quatro lotes que serão liberados ao longo do calendário previsto.

Os beneficiários são aqueles que contam com prioridade legal e, também, os que entregaram a declaração pré-preenchida. Há ainda as restituições residuais de anos anteriores.

A consulta da restituição do IR está aberta desde o último dia 22, quando o sistema foi liberado pelo órgão fiscal. Para verificar se o nome está na lista de recebimento, é preciso acessar a página “Meu Imposto de Renda”, por meio da conta Gov.br.

Leia mais: Hoje é o último dia para entregar declaração do Imposto de Renda 2026

O depósito da restituição é feito na conta informada no momento da declaração de IR, mas, caso não tenha sido possível fazer o depósito, o saldo fica disponível para retirada em agências do Banco do Brasil. Depois de um ano, o valor deverá ser solicitado no Portal e-CAC, em uma solicitação à parte.

O recorde anterior das restituições havia sido no IR 2025, quando a RF devolveu R$ 11 bilhões a cerca de 6,2 milhões de pessoas. Naquela ocasião, o depósito era feito em cinco lotes, mas agora a quantidade foi reduzida.

Fim do prazo

Termina nesta sexta o prazo para entregar a declaração do IR 2026, conforme calendário oficial. Os contribuintes têm até às 23h59 para enviar o formulário detalhando seus rendimentos do ano anterior.

Para aqueles que ainda não entregaram, uma saída é enviar um formulário com os dados possíveis e, depois, fazer uma declaração retificadora já com as informações completas. É importante, porém, ter atenção para não cair na malha fina e ter que prestar esclarecimentos adicionais ao fisco.

Quem não entregar a declaração dentro do prazo terá que arcar com uma multa mínima de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, o que for maior. Além disso, enquanto o documento não for enviado, o CPF pode ficar em situação irregular, o que causa consequências.

“Nessas situações, o próprio mercado começa a olhar para esse contribuinte de forma diferente. Bancos podem não aceitar abertura de contas de uma pessoa que está com pendência na Receita Federal; empréstimos acabam sendo negados porque a pessoa tem uma pendência; o passaporte já não é emitido. A pessoa passa a ter uma série de problemas porque o CPF está pendente”, diz o auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fonseca, em entrevista à Agência Brasil.