Em janeiro, o segmento alcançou três recordes simultâneos: a base de investidores com posição em custódia superou, pela primeira vez, a marca de 3 milhões de pessoas; o estoque financeiro atingiu R$ 200 bilhões; e o volume médio diário de negociação chegou a R$ 537 milhões, o maior já registrado.
Ao todo, 3,033 milhões de investidores estavam posicionados em FIIs ao fim de janeiro, avanço relevante frente aos 2,785 milhões observados no mesmo mês de 2025. O patrimônio sob custódia também alcançou um novo pico, somando R$ 200 bilhões. As pessoas físicas seguem como principais detentoras desse estoque, com 72,9% de participação.
Na sequência aparecem os investidores institucionais, com 21,6%, e os não residentes, com 4,2%. A liquidez acompanhou esse movimento de expansão. O volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista foi de R$ 537 milhões, estabelecendo um novo recorde.
No total, janeiro movimentou R$ 11,3 bilhões em cerca de 15 milhões de negócios. No recorte por perfil, os institucionais responderam por 39,7% do volume, enquanto pessoas físicas representaram 39,0% e investidores estrangeiros, 17,8%, mostrando maior equilíbrio entre os participantes.
O avanço também se reflete na oferta de produtos: o mês terminou com 434 fundos disponíveis para negociação, cinco a mais do que no mês anterior. Para Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities da B3, os dados confirmam o amadurecimento do setor.
“A conquista simultânea desses três recordes demonstra que os fundos imobiliários cada vez mais são vistos como peça indispensável na carteira dos investidores, assim como o crescimento contínuo da confiança do investidor, especialmente do varejo, na estratégia de geração de renda passiva e diversificação por meio de ativos imobiliários listados”.
Em termos de desempenho, o IFIX B3 avançou 2,3% em janeiro de 2026. No acumulado de 12 meses, a valorização chega a 27,8%, consolidando o momento positivo do segmento na bolsa brasileira. Veja o ranking dos fundos mais negociados em janeiro:
- CPOF11 (Capitânia Office): R$ 41,2 milhões de ADTV (7,7% do total);
- TRXF11 (TRX Real Estate): R$ 22,3 milhões de ADTV (4,2%);
- KNCR11 (Kinea Rendimentos): R$ 19,3 milhões de ADTV (3,6%);
- MXRF11 (Maxi Renda): R$ 19,2 milhões de ADTV (3,6%);
- BTLG11 (BTG Pactual Logística): R$ 18,9 milhões de ADTV (3,5%);
- GSF111 (General Shop e Outlets): R$ 17,0 milhões de ADTV (3,2%);
- CPLG11 (Capitânia Logística): R$ 16,5 milhões de ADTV (3,1%);
- GARE11 (Guardian Real Estate): R$ 16,5 milhões de ADTV (3,1%);
- XPML11 (XP Malls): R$ 15,3 milhões de ADTV (2,9%);
- HGLG11 (Patria Log): R$ 14,4 milhões de ADTV (2,7%).