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Porto (PSSA3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 879,4 milhões, variação de apenas 0,2% frente ao mesmo período de 2025, resultado que esconde dinâmicas bastante distintas entre os diferentes braços do grupo.
A receita total chegou a R$ 10,9 bilhões entre abril e junho, expansão de 10,4% na base anual, sustentada pelo avanço dos prêmios retidos e pelas receitas de negócios fora do ramo de seguros.
O resultado financeiro consolidado somou R$ 387,1 milhões, alta de 3% em relação ao 2T25. A empresa informou que a alocação em renda variável impactou o desempenho, embora a carteira tenha apresentado performance superior à do Ibovespa no período.
Seguros de automóveis e vida sustentam a vertical principal
A vertical Porto Seguro registrou lucro de R$ 455,8 milhões, crescimento de 4,9% na comparação anual, apoiado nos segmentos de automóveis, patrimonial e vida.
Já a Porto Saúde foi o destaque positivo do trimestre, com lucro de R$ 143,9 milhões, alta de 36,4%, impulsionada pela expansão da base de clientes e pela melhora dos indicadores de sinistralidade.
O Porto Bank puxou o resultado para baixo. A divisão financeira registrou lucro de R$ 137,8 milhões, queda de 32,5% frente ao 2T25, em razão do aumento das perdas com crédito em um ambiente mais desafiador para o setor. As provisões cresceram diante da piora na qualidade da carteira e de uma postura mais conservadora na gestão de risco.
Semestre acumula R$ 2 bi de lucro com ROAE de 22,1%
No acumulado do primeiro semestre, o grupo somou lucro líquido de R$ 2,01 bilhões, crescimento de 17,7% em relação ao mesmo período de 2025.