Planalto entrega PEC da Segurança Pública ao Congresso

Presidente da Câmara prometeu agilidade na discussão do projeto

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Publicado em 08/04/2025 às 12:17h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 08/04/2025 às 12:17h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Wesley Santana
Políticos se reuniram para discursar sobre a proposta (Imagem: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)
Políticos se reuniram para discursar sobre a proposta (Imagem: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Nesta terça-feira (8), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, entregou à Câmara dos Deputados uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê mudanças na Segurança Pública.

🚔 Entre os principais pontos da matéria, o texto prevê maior integração dos serviços de segurança das cidades, estados e da União. O projeto também confere maior atribuição aos agentes ligados ao governo federal, mas não retira os poderes já conferidos aos entes federativos.

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No desenho atual da segurança, as atribuições do governo federal estão mais na linha da defesa nacional e do controle de fronteiras. Já os problemas de segurança dentro das cidades estão sob competência especialmente dos governadores (responsáveis pelas polícias civil e militar) mas também dos prefeitos (com a guarda civil).

“Fizemos várias reformas estruturantes, e a mais importante foi a tributária. Agora, tanto o Executivo quanto o Legislativo devem tratar desse tema da segurança pública”, disse Lewandowski, ao lado de Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos) prometeu dar celeridade ao tema, mas reconheceu que há divergências em relação às propostas apresentadas pelo Executivo. O parlamento ainda afirmou que os deputados devem dar uma resposta à segurança, que é uma das pautas mais cobradas pela população.

“A Câmara não faltará para dar a resposta que a sociedade nos cobra. Nós vamos dar o remédio que for preciso para enfrentar o tema, e essa será a pauta prioritária de nossa gestão”, disse.

A entrega do texto pelo Executivo é só a primeira parte do rito de tramitação que tem outros processos antes de entrar em vigor. Agora, os deputados vão se juntar em uma comissão para avaliar o texto e, depois, um relatório será enviado ao Plenário para votação.

Depois disso, o texto segue para análise do Senado Federal, onde também deve passar por análise e eventualmente ajustes. Caso aprovado, a PEC segue para sanção do presidente da República, que tem o poder de vetar trechos colocados pelos deputados e senadores.

"Se o Brasil fosse um paciente, eu diria que o nosso paciente está com câncer grave. E para se tratar um câncer grave não será com remédios leves", definiu Motta.

Os deputados da oposição criticaram a proposta pois promove uma maior centralização no governo federal. “É muito perigoso a centralização das normas na mão da União. São coisas muito delicadas, temos que ouvir os governadores", comentou a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC).