O candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) não reconheceu nem a sua derrota nem a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições 2026, em declaração à imprensa na noite deste domingo (25), cerca de duas horas e meia após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apontar os resultados do pleito.
Flávio Bolsonaro foi categórico em dizer, ao lado de seus aliados eleitos ao Congresso Nacional, que buscará a anulação das Eleições 2026 na Justiça Eleitoral.
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O candidato derrotada nas urnas aproveitou a presença dos jornalistas que acompanhavam o seu discurso em Brasília para criticar o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que teria prorrogado o horário de votação por mais duas horas para benefício de Lula, que já foi seu cliente quando o mesmo era advogado.
"O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal, foi algo inclusive inaceitável. O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, que muda a regra do jogo, o meio do jogo. Às 17 horas e um minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior, atropelando a Justiça Especializada, com uma decisão, prorrogando por duas horas a eleição", declarou Flávio Bolsonaro à imprensa presente.
De fato, a desorganização foi marcante na corrida ao Palácio do Planalto neste domingo (25), diante da decisão do ministro da Suprema Corte, que estendeu o prazo de votação em todo o país até às 19h (horário de Brasília), pouco após o fechamento das urnas eletrônicas às 17h.
Tamanho atropelo do STF, que se antecipou a quaisquer determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, gerou insegurança jurídica em reação a como será assegurada a extensão do prazo de votação.
Ambas as candidaturas, tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, haviam acionado a Suprema Corte, alegando prejuízos aos eleitores afetados por condições climáticas adversas no Sul, além de denúncias de restrição no transporte público em São Paulo e Salvador.