Com tensões geopolíticas renovadas no Oriente Médio e no Leste Europeu, o
petróleo tipo Brent voltou a superar a cotação de US$ 106 por barril, acumulando alta de +2% nesta segunda-feira (12). Um ataque contra o aeroporto de Riad, na capital da Arábia Saudita, deixou 12 pessoas mortas e ao menos 300 feridas no final de semana.
Milicianos Houthi no Iêmen, declaradamente apoiados pelo Irã, lançaram um ataque aéreo mortal contra um dos principais aeroportos da Arábia Saudita no último sábado, aumentando a instabilidade entre os principais produtores de petróleo do mundo.
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Só a Arábia Saudita responde pela produção de até 11 milhões de barris diários de petróleo, cerca de 11% da oferta global da commodity. Pelo seu acesso marítimo no Golfo Pérsico, suas exportações enfrentam a crise do Estreito de Ormuz com a guerra declarada pelo presidente Trump contra o regime dos aiatolás. Na costa oposta, sua saída pelo Mar Vermelho é justamente ameaçada por milicianos rebeldes no Iêmen.
Outra fonte de preocupação para os mercados globais advém do fim do cessar-fogo energético costurado por Trump entre ucranianos e russos. Segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, o governo russo violou o acordo ao atacar instalações de produção de gás natural em solo ucraniano.
Recentemente, o governo Trump celebrou acordo com o mandatário russo Vladimir Putin, mirando o abastecimento dos mercados globais com
oferta de 4 milhões de toneladas de diesel russo, apesar das atuais sanções econômicas impostas ao Kremlin, justamente pela guerra na Ucrânia.
Trump está mais preocupado do que nunca com a opinião pública sobre a sua nova gestão na Casa Branca, uma vez que em novembro estão convocadas eleições de meio de mandato para renovar parte dos assentos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal americanos.
Apesar de ser feriado aqui no Brasil, as ações da
Petrobras (PETR4) negociadas na Bolsa de Valores de Nova York, sob o ticker (
PBR), subiam ao redor de +0,5% neste início de semana, valendo US$ 25,40 cada. Já os papéis da petroleira americana
Exxon Mobil (XOM) saltavam +1,8% e valiam US$ 171,91 cada.