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Petrobras (PETR4) terá de arcar com multa de R$ 2,5 milhões, após auto de infração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificar vazamento de fluído oleoso em perfuração de poço exploratório de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas.
Conforme o órgão ambiental, a autuação decorre do derramamento em janeiro de 18,44 metros cúbicos de mistura oleosa de perfuração de base não aquosa no mar, oriunda do navio sonda 42 (NS-42). A estatal terá o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.
Para o Ibama, o despejo acidental da Petrobras durante a exploração de novos poços de petróleo na Margem Equatorial abriga componentes classificados na categoria de risco B, o que representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático.
Vale destacar que a
petroleira recebeu autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para
retomar as perfurações de novos poços exploratórios de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas no último dia 4 de fevereiro, após paralisação no início de 2026, justamente por conta do vazamento.
A perfuração na Foz do Amazonas é considerada estratégica pela Petrobras e pelo governo, por envolver uma área vista como a principal aposta para a abertura de uma nova fronteira exploratória no país. Tal região compartilha características geológicas semelhantes às da Guiana, onde a
Exxon Mobil (XOM) desenvolve grandes campos de petróleo com elevado potencial produtivo.
Segundo dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em
Petrobras (PETR4) há dez anos, hoje você teria R$ 29.449,80, já considerando o reinvestimento dos
dividendos. A simulação também aponta que o
Ibovespa teria retornado R$ 4.531,10 nas mesmas condições.