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Petrobras (PETR4) voltou a elevar os preços do querosene de aviação nesta sexta-feira (1º).
📈 O combustível já havia subido 9,4% em março e 54,8% em abril. E, agora, terá mais um reajuste de 18%, devido à alta dos preços internacionais do
petróleo registrada durante a guerra no Oriente Médio.
O novo aumento corresponde a um acréscimo de R$ 1,00 por litro, mas poderá ser parcelado pelas distribuidoras que já são clientes da estatal.
"A Petrobras seguirá disponibilizando ao mercado uma opção de parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela a ser paga em julho de 2026", informou.
Pressão sob as aéreas
A possibilidade de
parcelamento foi anunciada pela estatal no início de abril, depois que as companhias aéreas reclamaram da alta do combustível.
A Petrobras diz, então, que o parcelamento "visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado".
"Dentro de um contexto excepcional causado por questões geopolíticas, a Petrobras oferece uma alternativa que contribui para a saúde financeira de seus clientes ao mesmo tempo em que preserva a neutralidade financeira para a companhia", afirmou.
Reajuste mensal
Diferente de outros combustíveis, o querosene de aviação é reajustado mensalmente pela Petrobras, de acordo com uma fórmula definida nos contratos com as distribuidoras.
De acordo com a estatal, essa metodologia de precificação está em vigor há 20 anos e tem ajudado a atenuar os efeitos do cenário geopolítico atual no mercado brasileiro.
"Nos principais mercados internacionais, onde os preços são ajustados com maior frequência, refletindo de forma imediata as cotações internacionais, os reajustes recentes foram superiores aos observados no Brasil", afirmou.
Outros reajustes
CEO da estatal, Magda Chambriard disse nesta semana que a gasolina será reajustada caso o governo consiga aprovar o projeto de lei que reduz temporariamente os tributos dos combustíveis.
"Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado", afirmou Magda, explicando que o projeto "abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor".
Agora, tenta aprovar no Congresso Nacional um projeto de lei que também reduziria os impostos da gasolina, do etanol e do biodiesel.