Petrobras (PETR4) reajusta querosene de aviação em mais 18%

O aumento pressiona as companhias aéreas, mas poderá ser parcelado pelas distribuidoras.

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Publicado em 01/05/2026 às 11:45h Publicado em 01/05/2026 às 11:45h por Marina Barbosa
O reajuste corresponde a um acréscimo de R$ 1 por litro do querosene de aviação (Imagem: Shutterstock)
O reajuste corresponde a um acréscimo de R$ 1 por litro do querosene de aviação (Imagem: Shutterstock)
A Petrobras (PETR4) voltou a elevar os preços do querosene de aviação nesta sexta-feira (1º).
📈 O combustível já havia subido 9,4% em março e 54,8% em abril. E, agora, terá mais um reajuste de 18%, devido à alta dos preços internacionais do petróleo registrada durante a guerra no Oriente Médio.
O novo aumento corresponde a um acréscimo de R$ 1,00 por litro, mas poderá ser parcelado pelas distribuidoras que já são clientes da estatal.
"A Petrobras seguirá disponibilizando ao mercado uma opção de parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela a ser paga em julho de 2026", informou.

Pressão sob as aéreas

A possibilidade de parcelamento foi anunciada pela estatal no início de abril, depois que as companhias aéreas reclamaram da alta do combustível.
✈️ Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), a medida poderia ter "consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços", além de pressionar os preços das passagens aéreas.
A Petrobras diz, então, que o parcelamento "visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado".
"Dentro de um contexto excepcional causado por questões geopolíticas, a Petrobras oferece uma alternativa que contribui para a saúde financeira de seus clientes ao mesmo tempo em que preserva a neutralidade financeira para a companhia", afirmou.

Reajuste mensal

Diferente de outros combustíveis, o querosene de aviação é reajustado mensalmente pela Petrobras, de acordo com uma fórmula definida nos contratos com as distribuidoras.
De acordo com a estatal, essa metodologia de precificação está em vigor há 20 anos e tem ajudado a atenuar os efeitos do cenário geopolítico atual no mercado brasileiro.
"Nos principais mercados internacionais, onde os preços são ajustados com maior frequência, refletindo de forma imediata as cotações internacionais, os reajustes recentes foram superiores aos observados no Brasil", afirmou.

Outros reajustes

⛽ Com o conflito no Oriente Médio pressionando os preços do petróleo, a Petrobras também já reajustou os preços do diesel e pode elevar os da gasolina.
CEO da estatal, Magda Chambriard disse nesta semana que a gasolina será reajustada caso o governo consiga aprovar o projeto de lei que reduz temporariamente os tributos dos combustíveis.
"Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado", afirmou Magda, explicando que o projeto "abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor".
O governo federal já está oferecendo uma subvenção e zerou o PIS/Cofins do diesel, para amenizar o impacto da guerra no bolso do consumidor.
Agora, tenta aprovar no Congresso Nacional um projeto de lei que também reduziria os impostos da gasolina, do etanol e do biodiesel.