✈️ As companhias aéreas vão enfrentar mais um mês de combustível caro. A
Petrobras (PETR4) elevou em 11,8% o preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, em reajuste que passou a valer nesta quinta-feira (1º) e vigora durante todo o mês de outubro. Em valores absolutos, o aumento representa R$ 0,66 a mais por litro em relação à tabela praticada em setembro.
Trata-se do segundo reajuste mensal consecutivo. Em setembro, a estatal já havia elevado o preço do combustível em cerca de 13,9% frente a agosto, o que significa que o QAV acumula alta superior a 25% em apenas dois meses.
A justificativa da companhia está no cenário internacional. Segundo a Petrobras, a correção acompanha a escalada das cotações globais do querosene de aviação, impulsionada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que levaram o
petróleo e seus derivados a uma forte disparada ao longo de setembro.
A estatal ressaltou que a precificação do combustível de aviação no mercado brasileiro obedece a uma fórmula paramétrica prevista em contrato. Esse mecanismo funciona como um amortecedor de curto prazo, suavizando os repasses e resultando em reajustes menos intensos do que os observados no exterior.
Na avaliação da companhia, os aumentos acumulados desde o início do conflito foram maiores nos mercados internacionais do que no Brasil, o que, segundo a empresa, comprova que o preço do QAV vendido pela Petrobras permanece competitivo.
Alta varia entre 11,6% e 12% nos principais polos de venda do país
O impacto do reajuste não é uniforme em todo o território. Com base na tabela divulgada pela companhia, o combustível ficou 11,6% mais caro em Guarulhos (SP), principal hub aéreo do país. Em Duque de Caxias (RJ), a alta chegou a 12%, enquanto em Betim (MG) o aumento foi de 11,6%.
📈 A Petrobras também garantiu que os volumes de QAV solicitados pelas distribuidoras para outubro estão integralmente confirmados, assegurando o abastecimento nos polos de atendimento mesmo em meio à volatilidade do mercado internacional.