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Neste domingo, os sete países que compõem a Opep+ decidiram aprovar um incremento na produção de petróleo. Ficou acertada a expansão em mais 188 mil barris por dia já a partir do mês de agosto.
O anúncio foi divulgado pelo cartel, que é composto por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, alguns dos maiores produtores do óleo no mundo. Eles fizeram uma reunião virtual, na qual discutiram questões como as condições atuais do mercado e as perspectivas para os próximos meses.
Diante disso, destacaram que a decisão pode ser uma maneira de contornar a queda na disponibilidade do petróleo em razão da guerra no Irã. Essa é a quarta elevação consecutiva realizada pelo órgão multilateral.
O grupo também pontuou que deve continuar fazendo reuniões para monitorar a oferta e decidir sobre eventuais cortes ou elevações na produção. O próximo encontro está marcado para o dia 2 de agosto, depois do início da nova regra.
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Somando todas as mudanças deste ano, já foram liberados para a produção mais de 800 mil barris diários. No entanto, o índice real ainda está nos níveis pré-guerra, o que tem diminuído o lucro desses países, que têm alta dependência do petróleo.
Segundo dados da Agência Internacional de Energia, foram produzidos 42 milhões de barris por dia (bpd) em fevereiro. Já em maio, no contexto do conflito geopolítico, esse número caiu para 33,1 milhões de bpd.
Por outro lado, as decisões têm ajudado a colocar o preço da commodity no eixo, depois de chegar a ser negociado acima dos US$ 120 por barril do tipo Brent. Nesta segunda (6), os investidores podem comprar ou vender o item por cerca de US$ 72, o que representa uma queda de 24% no mês e de 3,2% desde o começo do ano.
"O grupo dos sete continuou a reverter seus cortes de produção, como amplamente esperado", disse o analista do UBS, Giovanni Staunovo, em entrevista ao g1. "O foco no curto prazo permanecerá em quantos petroleiros conseguirão cruzar o Estreito de Ormuz e na rapidez com que a demanda e as importações chinesas de petróleo bruto se recuperarão."
Em 2023, a Opep fez um dos maiores cortes na produção de petróleo, quando decidiu vetar 1,65 milhão de barris por dia. Com os sucessivos aumentos que fez ao longo dos últimos meses, os países já começam a voltar a produzir um volume bem perto do montante original, excluída a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixou o colegiado há alguns meses.
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