Nova bolsa do Rio: Base Exchange avança com cadastro de bancos e corretoras

A nova bolsa pretende estrear em 2027, por isso já deu início aos testes com o mercado.

Author
Publicado em 15/10/2026 às 17:46h Publicado em 15/10/2026 às 17:46h por Marina Barbosa
A Base Exchange é controlada pelo Mubalada e promete criar a nova bolsa do Rio (Imagem: Reprodução/YouTube)
A Base Exchange é controlada pelo Mubalada e promete criar a nova bolsa do Rio (Imagem: Reprodução/YouTube)
A Base Exchange está avançando com o plano de criar a nova bolsa de valores do Rio de Janeiro e, assim, acabar com o reinado da B3 (B3SA3) no Brasil.
🏦 A empresa abriu nesta quinta-feira (15) o cadastro para os bancos e corretoras que têm interesse em intermediar a negociação de ativos na nova bolsa. Além disso, colocou no ar o seu site, com os detalhes do projeto.
Acompanhe todas as notícias pelo celular! Baixe o app
De acordo com a Base Exchange, o objetivo é apresentar a infraestrutura da nova bolsa, além de dar início aos processos e testes de integração com os participantes do mercado. 
Ou seja, a ideia é ter tudo pronto para dar início à operação assim que sair a autorização do BC (Banco Central) e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o que a empresa espera que aconteça no segundo semestre de 2027.
"Agora, os participantes poderão conhecer nossa infraestrutura em maior profundidade, avançar nos processos contratuais e tecnológicos, conectar seus sistemas e realizar os testes e validações necessários para que estejam preparados para operar quando a Base Exchange iniciar suas atividades", detalhou o fundador e CEO da Base Exchange, Gurgel.
📈 Ele explicou que os sistemas de negociação, liquidação e gestão de risco da nova bolsa foram desenvolvidos no Brasil e incluem múltiplos ambientes de negociação para um mesmo ativo, o que representa uma inovação no mercado brasileiro.
Por isso, a ideia é validar previamente essa infraestrutura com os reguladores e também com o mercado, de forma a identificar eventuais necessidades de melhorias e assegurar o bom funcionamento da nova bolsa desde o primeiro momento de operação. 
"Queremos criar um ambiente em que corretoras e bancos possam avançar com segurança, tanto do ponto de vista tecnológico quanto operacional", afirmou Gurgel.

Mais concorrência para a B3

Controlada pelo Mubadala, a Base Exchange espera dar início a suas atividades no segundo semestre de 2027.
💲 A ideia é permitir a negociação de ações, ETFs (fundos de índice) e FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) já neste primeiro momento, além do empréstimo de ativos.
A negociação de derivativos, como contratos futuros e opções, deve entrar em uma segunda fase, após a consolidação do mercado à vista.
Ainda assim, a B3 também deve enfrentar maior concorrência neste mercado em breve, pois a A5X está avançando com o plano de criar uma bolsa de derivativos no Brasil e pretende estrear antes mesmo da Base Exchange, no segundo trimestre de 2027.
A CSD BR também está se movimentando para lançar uma nova bolsa no Brasil, com negociação de ações e derivativos.