Lula havia ficado numericamente atrás do candidato do PL nas pesquisas realizadas pelo instituto nas últimas duas semanas, mas agora aparece com 42% das intenções de voto do segundo turno -o mesmo percentual de Flávio.
"Flávio se mantém nos 42% nas últimas três rodadas. Lula oscilou +2 pontos no mesmo período", observou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Veja a evolução das intenções de voto do 2º turno, segundo a Quaest:
- 2 de setembro: Lula 42% x 41% Flávio;
- 7 de setembro: Lula 41% x 41% Flávio;
- 14 de setembro: Lula 40% x 42% Flávio;
- 21 de setembro: Lula 41% x 42% Flávio;
- 28 de setembro: Lula 42% x 42% Flávio.
Segundo a Quaest, 3% dos eleitores continuam indecisos e 13% não vão votar em ninguém neste cenário de segundo turno.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiabilidade é de 95%.
1º turno
A nova pesquisa da Quaest foi divulgada nesta segunda-feira (28), nas vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, e mostra que o petista também ganhou força na primeira rodada da corrida presidencial.
De acordo com o levantamento, Lula subiu dois pontos percentuais e Flávio ganhou um ponto das intenções de voto do primeiro turno na última semana. Com isso, Lula agora aparece com 39%, contra 34% de Flávio.
A vantagem de cinco pontos percentuais do petista está fora da margem de erro da pesquisa. Logo, não há mais empate técnico neste cenário.
Renan Santos (Missão) tem 3% e
Romeu Zema (Novo) aparece com 1% das intenções de voto no novo levantamento da Quaest. Já os indecisos somam 5% e aqueles que pretendem anular o voto ou não votar em ninguém chegam a 10%.
O que explica a alta de Lula?
De acordo com o diretor da Quaest, a recuperação de terreno de Lula aconteceu de forma mais clara em três subgrupos: as mulheres, os eleitores de baixa renda e os beneficiários do Bolsa Família.
O petista conta com o apoio de 46% das mulheres, 55% dos eleitores que ganham até dois salários mínimos e 59% dos beneficiários do Bolsa Família. Já Flávio tem 37%, 29% e 27% das intenções de voto desses segmentos.
Ao avaliar os números, Felipe Nunes observou que o aumento da vantagem do petista nesses grupos parece estar associada ao pacote de mediadas anunciado pelo governo na semana passada.
"A restrição às bets é aprovada por 62%, o reajuste do Bolsa Família por 59% e a distribuição das canetas emagrecedoras no SUS por 58%", explicou.
Lula também teve uma leve recuperação entre os católicos, após a notícia falsa de que Flávio tiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
"Há forte evidência que o tema favoreceu Lula ao aumentar o medo da volta da família Bolsonaro entre católicos", comentou o diretor da Quaest.
Com isso, a aprovação do governo também melhorou na semana passada, oscilando de 44% para 46%. Já a rejeição a Lula recuou de 55% para 54%, enquanto a de Flávio seguiu em 56%.