🚀 O JPMorgan voltou a apostar no Brasil. Nesta segunda-feira (5), o banco americano elevou a recomendação para as ações brasileiras de neutro para overweight, equivalente a compra, desfazendo o rebaixamento feito em agosto.
Na avaliação da instituição, o resultado do primeiro turno da eleição presidencial tornou o perfil de risco e retorno do mercado local mais favorável.
Segundo o banco, a redução da incerteza política foi o fator decisivo para a revisão da tese sobre os ativos brasileiros. Os estrategistas projetam que as ações do país podem se valorizar entre 12% e 20%.
"Esse potencial de alta é melhor do que o que qualquer outro mercado da América Latina pode oferecer", afirmaram em nota.
A nova postura representa uma virada em relação ao relatório de agosto, quando o JPMorgan havia retirado a recomendação de compra para o Brasil.
Na ocasião, o banco citou o fim próximo do ciclo de cortes da
Selic, a desaceleração da economia, a piora do ciclo de crédito e a volatilidade esperada em torno das eleições como razões para reduzir a exposição ao país.
Bolsa dispara com resultado do primeiro turno
O anúncio ocorreu em um dia de forte euforia no mercado. Por volta das 16h45, o
Ibovespa (IBOV) avançava cerca de 8,14%, no caminho para sua maior alta em um único pregão desde o início da pandemia.
O desempenho de Flávio, acima do que o mercado esperava, alimentou expectativas de políticas mais alinhadas aos interesses dos investidores, sustentando os preços dos ativos brasileiros e melhorando o humor do mercado.
Selic menor e real mais forte podem ampliar os ganhos
Para o banco, a perspectiva de novos cortes na taxa Selic, apoiada por um real mais valorizado, tem potencial para impulsionar ainda mais as ações brasileiras.
O JPMorgan reconheceu que a bolsa do país ficou atrás de alguns pares emergentes em determinados momentos de 2026, mas afirmou que os desdobramentos políticos recentes o levaram a adotar uma visão mais construtiva sobre a região como um todo.
📊 Na mesma revisão, os analistas cortaram a recomendação para o Chile, que passou para neutra. Como justificativa, o banco citou os preços mais baixos do lítio, os custos mais elevados do petróleo e um ambiente econômico doméstico mais moderado.