Fleury (FLRY3) lucra R$ 221 mi no 2T26 e pagará R$ 217 mi em JCP

O lucro de R$ 221,9 milhões no 2º trimestre subiu 45,7% no ano e superou com folga os R$ 172 milhões previstos pela Bloomberg.

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Publicado em 07/08/2026 às 08:19h Publicado em 07/08/2026 às 08:19h por Matheus Silva
O conselho aprovou R$ 217,8 milhões em JCP, a serem pagos em outubro (Imagem: Shutterstock)
O conselho aprovou R$ 217,8 milhões em JCP, a serem pagos em outubro (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Fleury (FLRY3) abriu o segundo semestre com um resultado que surpreendeu até os mais otimistas. O lucro líquido entre abril e junho chegou a R$ 221,9 milhões, crescimento de 45,7% frente ao mesmo intervalo de 2025 e bem acima do consenso da Bloomberg, que apontava para R$ 172 milhões. 
Junto com o balanço, o conselho aprovou R$ 217,8 milhões em JCP (Juros sobre Capital Próprio), a serem pagos em outubro.
A receita líquida atingiu R$ 2,31 bilhões no trimestre, expansão de 14,4% em um ano, enquanto a receita bruta chegou a R$ 2,51 bilhões. O Ebitda avançou 15,2%, para R$ 612,9 milhões, com margem de 26,5%.
No segmento B2C, a receita cresceu 15%, com expansão orgânica de 11,6%. A marca Fleury avançou 12% dentro do segmento premium. As operações em São Paulo sob as demais marcas do grupo cresceram 27,7%, com 12,9% orgânico. 
Em Minas Gerais, o avanço foi de 19,2%, sendo 14,3% orgânico. Rio de Janeiro e regiões avançaram 8,9% e 10,2%, respectivamente. A companhia atribuiu o desempenho à ampliação da oferta de exames, à renovação de unidades e ao ganho de participação de mercado.

4,7 mi de atendimentos e 46,7 mi de exames no trimestre

O volume operacional também impressionou. Os atendimentos chegaram a 4,7 milhões, alta de 17,2%, enquanto os exames totalizaram 46,7 milhões, crescimento de 17,7%. Boa parte dessa expansão veio do efeito inorgânico das aquisições de Confiance, Hemolab e LSL, incorporadas à plataforma operacional do grupo.
A geração de caixa operacional somou R$ 695,8 milhões no trimestre, expansão de 42,9% na comparação anual. 
A alavancagem encerrou o período em 1,1 vez, patamar confortável e distante do limite de 3,0x estabelecido pelos covenants da dívida. "A companhia enfrenta com resiliência o ambiente de juros elevados com alavancagem distante do limite", destacou o relatório de resultados.
A administração deixou claro que o crescimento da companhia não está condicionado a novos negócios. O Fleury avança quando os ativos apresentam preço adequado, boa reputação, localização estratégica e potencial de integração rápida à plataforma existente.

JCP de R$ 0,40 por ação

O conselho aprovou R$ 217,8 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,40073265756 por ação, desconsideradas as ações em tesouraria. 
Sobre o valor incidirá retenção de IR de 17,5%, exceto para acionistas isentos, imunes ou com tributação diferenciada. 
Terão direito os investidores posicionados até o fim do pregão de 11 de agosto. A partir de 12 de agosto, os papéis passam a circular ex-JCP. 
💰 O pagamento está previsto para 2 de outubro de 2026, e o valor será imputado ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2026.