Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil na noite de terça-feira (27), junto com a esposa Fernanda e as duas filhas.
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De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio e a família entraram no país por volta das 22h50, por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves.
Conhecida como Ponte da Fraternidade, a ponte liga as cidades de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na Argentina.
O departamento do governo argentino disse ainda que os quatro apresentaram documentação válida para a viagem junto à imigração e não tinham nenhum impedimento legal para entrar no país.
Vale lembrar, porém, que os passaportes de Flávio Bolsonaro haviam sido cancelados horas antes pela PF (Polícia Federal), depois que o senador descumpriu a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de
entregar os documentos.
A rota até os EUA
✈️ Na Argentina, Flávio Bolsonaro e a família embarcaram em um voo privado com destino à cidade de Guayaquil, no Equador.
O voo partiu da Argentina por volta das 23h30 e chegou ao Equador no início da manhã desta quarta-feira (27). De lá, seguiu rapidamente para os Estados Unidos.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse na terça-feira (27) que vai permitir a entrada do senador e da família no país.
Pouco depois, Donald Trump afirmou que aprova a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e criticou o resultado das eleições presidenciais brasileiras.
"Bem, eu aprovaria. Acho que eles são boas pessoas. A eleição foi muito estranha, e achei que foi terrível. Ela tem recebido avaliações ruins. Veja o que aconteceu com o mercado deles", afirmou.
Aliados nos EUA
A decisão de Flávio Bolsonaro foi tratada com surpresa por muitos aliados no Brasil, que esperavam que o senador assumisse o comando da oposição ao governo Lula (PT).
A viagem, porém, já havia sido sugerida por Eduardo Bolsonaro, o irmão de Flávio que já vive nos Estados Unidos. O advogado Willer Tomaz, cuja relação com Flávio é investigada pela PF, também está em solo americano.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes dentro do processo que investiga a relação entre o senador e Willer Tomaz. O processo apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, por meio de bets e empresas.
Flávio Bolsonaro também é alvo do inquérito da PF que investiga o financiamento do filme Dark Horse, que vai contar a história de Jair Bolsonaro (PL).
Com a derrota nas urnas, Flávio deixará de ter foro privilegiado em fevereiro de 2027, quando acaba o atual mandato de senador. Com isso, poderá ser investigado e processado na justiça comum. Ainda assim, os atuais processos devem continuar no STF.