Flávio Bolsonaro manterá reajustes de aposentadorias acima da inflação, se eleito

O senador e candidato à Presidência da República desmentiu a Folha S. Paulo, que indicava o oposto aos aposentados.

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Publicado em 08/10/2026 às 15:34h Publicado em 08/10/2026 às 15:34h por Lucas Simões
O parlamentar também assegurou reajustes do BCP acima da inflação (Imagem: Divulgação/PL)
O parlamentar também assegurou reajustes do BCP acima da inflação (Imagem: Divulgação/PL)
Caso eleito o novo presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro) reforçou nesta quinta-feira (8) o seu compromisso de reajustar os valores da aposentadoria e benefícios sociais acima da inflação, desmentindo reportagem do jornal Folha de S. Paulo que apontava medidas contrárias do eventual novo governo.
Em meio à coletiva de imprensa realizada em Brasília, o postulante ao Palácio do Planalto respondeu aos jornalistas presentes que manterá os reajustes de benefícios da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), descartando supostos planos de sua equipe econômica mais alinhados ao ajuste fiscal.
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Flávio Bolsonaro aproveitou o ato que selou o apoio do partido político Podemos à sua candidatura no 2º turno das Eleições 2026 para também desmistificar rumores de que, caso eleito, promoveria a correção dos gastos obrigatórios com saúde e educação. 
‘Não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com o reajuste da aposentadoria. Pelo contrário, minha avó é professora aposentada do ​Estado. Eu sei da dificuldade que ela tem de fazer compra no final do mês; tenho que ajudar ela de vez em ​quando, meus irmãos têm que ajudar a minha avó e meu avô de vez em quando, porque os dois são aposentados’, disse Flávio Bolsonaro à imprensa.
Todavia, a euforia que a bolsa de valores brasileira atravessa nesta semana, inclusive com aporte de R$ 10 bilhões de investidores estrangeiros, depende da crença de um ajuste fiscal relevante a partir de 2027, capaz de reequilibrar as contas públicas. 
Para o senador, o seu governo alcançará o ajuste fiscal sem comprometer os benefícios sociais (assistencialismo), ao concentrar cortes de gastos em outras despesas públicas. 
A equipe econômica de Flávio Bolsonaro também negou que o eventual novo governo planeje a privatização de estatais como Banco do Brasil (BBAS3), Caixa Econômica Federal e Petrobras (PETR4).