Os EUA (Estados Unidos) anunciaram uma proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil. A medida foi apresentada pela administração do presidente Donald Trump e amplia as tensões comerciais entre os dois países, gerando preocupação em setores exportadores brasileiros, especialmente no agronegócio.
Segundo autoridades norte-americanas, a proposta faz parte de uma estratégia de proteção à indústria dos EUA e cita supostas barreiras comerciais adotadas pelo Brasil. O governo americano afirmou que o objetivo é responder ao que classificou como desequilíbrios nas relações comerciais entre os países.
"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer.
O relatório final do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca) listou uma série de supostas irregularidades e barreiras comerciais atribuídas ao Brasil. Entre os pontos citados estão questões ligadas ao comércio digital, sistema de pagamentos, propriedade intelectual, combate à corrupção e acesso ao mercado de etanol.
Segundo os EUA, o CV e o PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis. Para o governo americano a medida reforça o compromisso da administração de desmantelar cartéis e organizações criminosas” na região.
Lembrando que, em 2025, o governo de
Donald Trump chegou a impor tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil como forma de influenciar o país a interromper o processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, parte dessas tarifas foi reduzida pelos Estados Unidos.
Os produtos brasileiros que devem ficar de fora da taxa
A possibilidade de novas tarifas colocou exportadores brasileiros em alerta, principalmente empresas ligadas ao agronegócio e à indústria de transformação. A proposta ainda precisa avançar dentro dos trâmites do governo norte-americano antes de uma eventual implementação. Apesar da proposta de sobretaxa, alguns produtos brasileiros devem escapar da cobrança.
Entre os itens que tendem a ficar fora da tarifa estão produtos considerados estratégicos para o abastecimento interno dos Estados Unidos ou com forte dependência da indústria americana. Ficam isentos do imposto de importação produtos agropecuários como carne bovina, café, frutas tropicais, além de petróleo, minérios, terras raras, aviões, fertilizantes e produtos farmacêuticos.