Eneva (ENEV3) faz acordo com Diamante e troca térmica a carvão por empresa em Pecém

O fechamento da transação permanece sujeito a condições precedentes habituais.

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Publicado em 02/09/2026 às 11:25h Publicado em 02/09/2026 às 11:25h por Elanny Vlaxio
A transação envolve a transferência integral de sua usina termelétrica (Imagem: Divulgação)
A transação envolve a transferência integral de sua usina termelétrica (Imagem: Divulgação)
A Eneva (ENEV3) celebrou um contrato de permuta societária com a Diamante Geração de Energia Ltda. para reorganizar seus ativos estratégicos no setor elétrico brasileiro.
A transação envolve a transferência integral de sua usina termelétrica a carvão em São Luís em troca da consolidação do controle de uma empresa de logística no Complexo Industrial do Pecém, além do recebimento de compensação financeira milionária.
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O arranjo prevê que, na data de fechamento da transação, a Eneva entregará 100% das ações da Itaqui Geração de Energia S.A. à Diamante. Em contrapartida, a Diamante repassará à Eneva 50% dos papéis da PPTM (Porto do Pecém Transportadora de Minérios) S.A., garantindo à geradora a titularidade da totalidade do capital social da PPTM.  
O ativo repassado pela Eneva, a Itaqui, opera a UTE Porto do Itaqui, empreendimento hídrico-térmico movido a carvão com capacidade instalada de 360 MW, que possui Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado válidos até 21 de dezembro de 2027.
Por outro lado, a PPTM integrará a implantação de um terminal de importação, armazenamento e regaseificação de gás natural liquefeito no Pecém, estruturado com capacidade de escoamento de gás de até 14 milhões de m³ por dia.  
A troca acionária inclui o pagamento de uma torna em dinheiro pela Diamante no valor nominal de R$ 400,0 milhões, quantia sujeita a correção monetária pro rata temporis com data-base em 30 de junho de 2026 e ajustes previstos contratualmente. O acordo estabelece ainda uma parcela contingente adicional de até R$ 467,0 milhões.
Simultaneamente, a Diamante notificou a Eneva sobre a decisão de não exercer a opção de compra para adquirir 30% do capital social das sociedades de propósito específico detentoras dos projetos de geração do Hub Ceará, resultando no cancelamento da opção. O fechamento da transação depende do aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Lembrando que dias atrás a Eneva acertou a alienação integral da usina termelétrica Pecém II para a geradora gerida pela Guaimbê Comércio de Energia pelo montante fixo de R$ 748,4 milhões. A negociação contempla a transferência total das cotas da sociedade detentora do empreendimento e inclui cláusula de ganho adicional de até R$ 149 milhões.