Empresa de energia abre o cofre e libera R$ 400 milhões em dividendos

Companhia vai pagar JCP em três parcelas, com valor líquido de R$ 0,155891 por ação.

Author
Publicado em 30/09/2026 às 11:56h Publicado em 30/09/2026 às 11:56h por Wesley Santana
Isa chegou à bolsa de valores em 2006, com ações cotadas em R$ 5 (Imagem: Divulgação/B3)
Isa chegou à bolsa de valores em 2006, com ações cotadas em R$ 5 (Imagem: Divulgação/B3)

A Isa Energia (ISAE4) informou nesta quarta-feira (30) que vai pagar R$ 398,7 milhões em proventos aos acionistas. O valor será repassado como JCP (Juros sobre Capital Próprio).

Na divisão por ação, cada papel dará direito a receber R$ 0,566877, de acordo com comunicado. No entanto, o saldo será repassado em três parcelas de R$ 0,188959.

Os depósitos serão feitos no mesmo dia, mas a lista de recebedores vai depender de quando o investidor comprou açõesda companhia. O cronograma ficou da seguinte maneira:

  • 1ª parcela: 7 de dezembro de 2026, com data base de 8 de outubro;
  • 2ª parcela: 7 de dezembro de 2026, com data base de 9 de novembro; e
  • 3ª parcela: 7 de dezembro de 2026, com data base de 25 de novembro.

No dia seguinte a cada fechamento, as ações serão negociadas como “ex-JCP”. Portanto, os investidores não conseguirão entrar na respectiva lista.

É importante destacar que, por se tratar de JCP, há incidência de imposto sobre o pagamento. Diante disso, cada parcela terá valor líquido de R$ 0,155891.

Leia mais: Alívio à Caixa Seguridade (CXSE3)? TST ordena fim da greve dos bancários e dá prazo  

Novo preço-alvo

A decisão de distribuir proventos acontece apenas um dia depois que a ISA teve seu preço-alvo revisado pelo Bradesco BBI. Junto de outras companhias do setor, as estimativas foram elevadas, com base na maior previsibilidade de fluxo de caixa.

No caso da ISA, o novo preço-alvo é de R$ 34, ante os R$ 33 anteriores. Mesmo assim, os analistas mantiveram recomendação neutra para os papéis.

A recomendação do banco também é direcionada aos investidores que focam justamente no recebimento de dividendos. “Nossas recomendações consideram também as taxas internas de retorno implícitas, os cronogramas de investimentos, a alavancagem e a relação entre preço e valor justo.”