Em recuperação, empresa quer agrupar ações na B3

A Lupatech (LUPA3) convocou uma assembleia de acionistas para discutir o assunto.

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Publicado em 11/06/2026 às 15:30h Publicado em 11/06/2026 às 15:30h por Marina Barbosa
Com grupamento, Lupatech busca recuperar a cotação mínima de R$ 1 por ação (Imagem: Shutterstock)
Com grupamento, Lupatech busca recuperar a cotação mínima de R$ 1 por ação (Imagem: Shutterstock)
A Lupatech (LUPA3) afundou na Bolsa depois que deu início ao processo de recuperação extrajudicial. Por isso, agora quer agrupar suas ações.
💲 As ações da Lupatech são negociadas por centavos na B3 desde 16 de março, dia em que a empresa revelou a intenção de pedir recuperação para renegociar sua dívida.
Porém, a B3 impõe limites às chamadas penny stocks (ações que valem centavos) por causa da alta volatilidade desses papeis.
Por isso, notifica as empresas cujas ações são negociadas por menos de R$ 1 por 30 pregões consecutivos, dando um prazo para a companhia adotar as medidas necessárias para reenquadrar a cotação ao patamar mínimo de R$ 1.
Diante disso, a Lupatech pretende agrupar as suas ações para recuperar o patamar mínimo de R$ 1 e evitar problemas com a B3.
A proposta de grupamento foi apresentada nesta quinta-feira (11) aos acionistas, que devem decidir sobre o assunto em assembleia convocada para o próximo dia 1º de julho.

A proposta de grupamento

📈 A Lupatech pretende agrupar as suas ações na proporção de 10 para 1, fazendo com que cada lote de 10 ações seja transformado em um único papel.
Caso a medida seja aprovada, a empresa dará um prazo de 30 dias para que os seus acionistas ajustem suas posições em lotes múltiplos de 10. Por isso, o grupamento só deve ocorrer em agosto.
Eventuais frações de ações serão leiloadas após o grupamento, para que seus valores sejam distribuídos aos acionistas.
Ao convocar uma assembleia de acionistas para tratar do assunto, a Lupatech ressaltou que "o grupamento não resultará na modificação do montante total do capital social ou nos direitos conferidos pelas ações ordinárias de emissão da Companhia a seus titulares".

Recuperação extrajudicial

A Lupatech pediu recuperação extrajudicial para renegociar R$ 295,4 milhões em dívidas com seus credores.
O pedido foi apresentado em 25 de maio, depois que a companhia obteve o apoio de 55,4% dos credores trabalhistas e de 42% dos credores quirografários para a renegociação das dívidas. 
Porém, mexe com os papeis da empresa na Bolsa há bem mais tempo. Isso porque a Lupatech foi à Justiça pedir proteção contra os credores em 16 de março e, na ocasião, já indicou que a medida antecedia um processo de recuperação. 
A Lupatech já havia enfrentado uma recuperação judicial entre 2017 e 2023. Porém, diz que ainda não conseguiu atingir nem metade do nível de atividade esperado quando o processo foi concluído e, por isso, ficou com um serviço de dívida "impraticável".
Para resolver a situação atual, a companhia propôs a conversão de parte da dívida em ações, além da venda de ativos operacionais, a captação de novos recursos financeiros e uma possível reestruturação societária e operacional.
A companhia, porém, precisa do aval de ao menos 51% de todos os credores envolvidos no plano para seguir com essas medidas. O prazo para a apresentação do acordo é de 90 dias, a partir do pedido de recuperação.